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Projeto de empoderamento de meninas e mulheres brasileiras no esporte em debate

Catarina Palermo, membro do Code da Fiesp e representante na Coalizão, explicou sobre os passos do projeto

Amanda Demétrio, Agência Indusnet Fiesp

Com o objetivo de apresentar a “Coalizão Impacto Coletivo: meninas e mulheres no esporte”, projeto este da ONU Mulheres e Comitê Olímpico Internacional (COE), Catarina Palermo, membro e representante do Comitê da Cadeia Produtiva do Esporte (Code) da Fiesp na Coalizão, é a coordenadora do Grupo de Trabalho (GT) de políticas públicas e coordenadora de projetos de impacto social, empreendedorismo e empoderamento e diversidade e inclusão da coalização, participou, nesta quarta-feira (27/10), da reunião plenária do Comitê mediada pelo seu diretor titular, Mario Eugênio Frugiuele. 

Durante o encontro, foram apresentadas as fases do projeto e, dentro das ações iniciais, as políticas públicas e o empoderamento de meninas mais ativas são os dois temas principais dentro da Coalizão. A meta do projeto é preparar meninas e mulheres brasileiras, em sua diversidade, para o sucesso na vida e no esporte por meio do acesso e permanência em um ambiente esportivo seguro e equânime. 

 “Temos que oportunizar, tornar as ações mais acessíveis para que meninas e mulheres possam participar cada vez mais desse universo esportivo. E para isso não é recurso financeiro, é atualizar recursos já existentes. Hoje, nós trabalhamos com uma metodologia que se divide em programas de atividades práticas em espaços esportivos e rodas de conversa sobre auto estima e liderança, saúde, preconceito, empoderamento e educação financeira. Então, a nossa luta é para ampliação e consequentemente potencialização deste trabalho”, comentou Catarina durante sua apresentação. 

Entre os dados expostos, segundo a Forbes, apenas duas atletas femininas aparecem entre os 100 atletas mais bem pagos em 2020. Dentre todo o conteúdo esportivo, 4% são dedicados à mulher (Unesco 2018) e 10% dos técnicos credenciados nos Jogos Olímpicos eram mulheres (COI 2020). Mas, se por um lado os números não animam, por outro lado, a edição de Tóquio 2020 do maior evento esportivo do mundo, foi considerada a Olimpíada das mulheres, quando, pela primeira vez na história dos Jogos, o número de atletas do Time Brasil era composto de 50% de atletas mulheres e 50% das medalhas conquistadas pelo país foram de brasileiras. 

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Karen Pegorari, analista do Comitê de Responsabilidade Social (Cores) da Fiesp, que também integrou a reunião, aproveitou a oportunidade para levantar a questão da educação de base, pilar para qualquer projeto de conscientização. 

“Para chegarmos ao êxito da inclusão das mulheres no esporte, precisamos trabalhar a educação e o respeito desde muito cedo. Tudo isso precisa ser fortalecido na escola, na iniciação infantil, para termos uma base da equidade e com isso conseguirmos manter meninas, e futuramente mulheres, no esporte, oferecendo a conscientização de todos sobre o assunto e uma boa estrutura para este desenvolvimento”, explicou Pegorari. 

Para o diretor titular do Code, Mario Eugênio Frugiuele, os dados retratam uma realidade que precisa de atenção. Segundo o Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD), em 2015 apenas 36% de mulheres praticavam esportes e atividades físicas e hoje o número ainda segue baixo, na casa dos 40%. 

“Estes números só demonstram a dificuldade de acesso e a falta de adaptação das condições para meninas e mulheres no sistema de atividade física e esportivo. Nós, aqui do Code, temos muito a contribuir na disseminação deste projeto da Coalizão, inclusive colocando a mão na massa dentro das políticas públicas”, finalizou.