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Presidente da GP Investimentos conta seus êxitos e insucessos profissionais a jovens empreendedores

Criador do Submarino.com enfatiza lições de resistência aprendidas tanto no mercado financeiro internacional como nos treinos para maratonas que participou

Cesar Augusto, Agência Indusnet Fiesp

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Antonio Bonchristiano (à esq.), com o diretor-titular do CJE, Sylvio Gomide, e o vice-presidente da Fiesp, Nildo Masini. Foto: Julia Moraes

O copresidente da GP Investimentos, Antonio Bonchristiano, foi o convidado da reunião ordinária do Comitê de Jovens Empreendedores (CJE) da Fiesp,  nesta terça-feira (11/09), durante a qual compartilhou um pouco de sua história de vida e como construiu uma carreira de sucesso no mercado financeiro.

Aos 45 anos, Bonchristiano é nascido em Santos e foi criado em Botucatu, interior de São Paulo. Já na capital paulista, aos 13 anos de idade, ele, que até então só havia estudado em escolas públicas, foi admitido no Colégio Santa Cruz e, com 15 anos, mudou-se para a Inglaterra. Por lá permaneceu 10 anos, onde cursou o ensino médio e o superior, em Oxford.

Assim que se formou na Universidade de Oxford, Bonchristiano foi trabalhar em um banco de investimentos norte-americano, em Londres, e foi dessa experiência que tirou lições que levou para toda a carreira. “É incrível como o ritmo de trabalho no mercado financeiro norte-americano é frenético. Eu tinha jornadas de 100 horas semanais, que incluíam o sábado e o domingo”, lembrou o executivo.

Para ele, essa época e os sacrificados treinos preparatórios para as maratonas que passou a participar trouxeram o senso de resistência e perseverança indispensáveis a qualquer executivo. “Sempre que me vejo com grandes problemas para resolver lembro dessa época e penso: ‘pior do que aquilo, impossível. Se eu consegui terminar várias maratonas e sobreviver ao mercado financeiro americano, consigo vencer isso.’”

Ainda na Europa, Bonchristiano se associou a uma startup de um banco que apoiava investimentos do fundo soberano do Kwait em Portugal e na Espanha. Com a invasão iraquiana ao Kwait, a empresa foi fechada e o brasileiro decidiu voltar ao Brasil. Chegando aqui, foi trabalhar na GP Investimentos onde conheceu, associou-se e depois comprou a parte de empreendedores como Jorge Paulo Lemann, Marcel Telles e Carlos Alberto Sicupira.

Nessa época, e já como sócio da GP Investimentos, criou o Submarino.com. “O negócio cresceu rápido, em seis meses já operávamos no Brasil, na Argentina, México, Espanha e Portugal. Até que a bolha estourou e resolvemos focar só no Brasil, fechando ou vendendo o negócio nas outras praças.”

Ele lembra que, mesmo assim, o Submarino.com foi um grande negócio e, após oito anos de criação, foi vendido por 10 vezes o valor investido.