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Presidente da Fiesp quer fim da discussão sobre CSS

Paulo Skaf solicitou ao ministro da Saúde e lideranças na Câmara que barrem criação de novo imposto para saúde

Agência Indusnet Fiesp

O Presidente da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), Paulo Skaf, participou nesta quinta-feira (27), da 31ª Reunião do Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social (CDES), realizada em Brasília.

Ele faz parte do Conselho que discute questões estratégicas para o País e que contribuam com o debate e a formulação de políticas públicas em diversos setores.

Em seguida, Paulo Skaf encontrou-se com o ministro da Saúde, José Gomes Temporão, e com o líder do governo na Câmara, deputado Henrique Fontana (PT-RS) para discutir a criação da Contribuição Social para a Saúde (CSS), imposto que seria destinado à saúde e substituiria a extinta Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira (CPMF).

Segundo o presidente da Fiesp, é importante que haja um consenso para que a matéria não seja aprovada no Congresso Nacional. “A CSS é um absurdo. A sociedade não quer a criação de mais um imposto.”

De acordo com Skaf, há outras maneiras de resolver o problema da arrecadação para a saúde. “É fundamental que mais recursos sejam destinados a esse fim. Mas há outras formas. É preciso melhorar a gestão da saúde no País. A sociedade quer qualidade no serviço público.”

O presidente da Fiesp é a favor da regulamentação da Emenda 29, que define valores mínimos a serem aplicados anualmente na saúde pelas três esferas de governo – União, Estados e Municípios – e garantiria mais de R$ 5 bilhões para a área.

“O problema da saúde no Brasil é muito mais de gestão do que de dinheiro. Todo ano, os recursos empenhados para a área de saúde pelo governo federal não são usados em sua totalidade.”

Para ele, o valor de arrecadação da CSS de 0,1% sobre as movimentações financeiras representaria uma arrecadação expressiva de mais de R$ 10 bilhões anuais. “O governo já tem uma arrecadação limpa de mais de R$ 650 bilhões por ano. Isso é pouco?”, questionou.

Outra saída para o setor, segundo Skaf, seria a parceria do Sistema Único de Saúde (SUS) com os planos de saúde privados, que permitiria que hospitais públicos cobrassem dos planos os atendimentos àqueles que possuem o serviço.

“Tenho consciência de que são caminhos menos cômodos, mas mais eficientes. A sociedade já deixou clara a sua opinião sobre o assunto, quando não permitiu a recriação da CPMF”, disse.