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“Precisamos pensar nas reformas que discutimos até 2019 para o cenário pós-pandemia”, afirma Maria Cristina Mattioli

Reunião plenária do Comitê da Cadeia Produtiva do Papel, Gráfica e Embalagem (Copagrem) debateu desafios do setor no Brasil pós-pandemia

Clarissa Viana, Agência Indusnet Fiesp

Realizada nesta quinta-feira (15/7), a reunião plenária do Comitê da Cadeia Produtiva do Papel, Gráfica e Embalagem (Copagrem), da Fiesp, contou com a apresentação de especialistas de diversas áreas para analisar as possibilidades do cenário pós-pandemia no Brasil. De previsões econômicas aos desafios na legislação trabalhista – altamente impactada pelas novas configurações do trabalho remoto – a reunião debateu as perspectivas e os desafios para o setor da cadeia produtiva do papel.

De previsões econômicas aos desafios na legislação trabalhista – altamente impactada pelas novas configurações do trabalho remoto – a reunião debateu as perspectivas e os desafios para o setor da cadeia produtiva do papel e contou com a participação da desembargadora aposentada do TRT-15 e presidente do Conselho Superior de Relações do Trabalho (Cort) da Fiesp, Maria Cristina Mattioli.

A desembargadora detalhou os efeitos da pandemia nas reformas estruturais que estavam em andamento no Brasil, especialmente a trabalhista, aprovada em 2017, e nos modelos de trabalho, considerando que boa parte das empresas migrou para o trabalho remoto com o início das medidas de distanciamento social, em março de 2020.

“Precisamos pensar em novos arranjos institucionais que nos permitam continuar as mudanças estruturais que a pandemia pausou, mas sem esquecer que o mercado de trabalho, hoje, sofreu impacto dessa mesma pandemia”, analisou. De acordo com ela, apesar do crescimento econômico que já é verificado agora, o desemprego continua em patamares elevados, o que gera desafios para reabsorver essa mão de obra, reaquecer diversos setores da economia e também continuar com as reformas que já estavam sendo feitas.

“A nova Reforma Trabalhista deve levar em conta a economia do trabalho, segurança jurídica, proteção social e liberdade sindical. Além disso, temos um desafio a ser analisado, que é o do trabalho informal em plataformas digitais, que cresceu exponencialmente durante as medidas de distanciamento”, ponderou.

Na análise de Mattioli, é preciso ter cuidado com a proteção de categorias específicas. “Quanto mais tentamos proteger, mais chances temos de acabar excluindo esse grupo do mercado de trabalho”, concluiu em sua participação no Copagrem.

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Para Maria Cristina Mattioli, a pandemia se refletiu nas reformas estruturais que estavam em andamento no Brasil, especialmente a trabalhista, e nos modelos de trabalho, uma vez que muitas empresas migraram para o teletrabalho