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A família é instituição que forma cidadãos e garante a manutenção do Estado democrático, destaca Angela Gandra

Em reunião, na Fiesp, a Secretária da Família apresentou as principais políticas do Ministério da Mulher, Família e dos Direitos Humanos nos dois primeiros anos do governo federal

Clarissa Viana, Agência Indusnet Fiesp

Em reunião promovida pela Fiesp, da qual participaram o Conselho Superior de Responsabilidade Social (Consocial) e o Comitê de Responsabilidade Social (Cores) e, ainda, o Conselho Superior de Estudos da Política (Consep), a secretária da Família, Ângela Gandra Martins, destacou a importância e o protagonismo do fortalecimento da família nas políticas executadas até o momento e planejadas até o fim do mandato do presidente da República, Jair Bolsonaro.

“Uma família forte permite a formação dos indivíduos e sua constituição como cidadãos, e isso é fundamental para um Estado democrático de direito. Nos governos anteriores, a família era setorizada pelo Estado, que tratava cada indivíduo separadamente e tirava o protagonismo dos pais. Agora, olhamos para o todo e trabalhamos juntos com os pais e mães para fortalecer essa instituição”, afirmou a secretária.

Para pautar a atuação de todas as secretarias do Ministério, a equipe debruçou-se sobre a Declaração Universal de Direitos Humanos, da Organização das Nações Unidas (ONU), conforme explicou. “Precisávamos voltar ao conceito de direitos humanos, que acabou sendo tão distorcido ao longo dos governos anteriores”, analisou. A partir daí, foram criadas secretarias e políticas para aplicar os princípios do documento da ONU, como na Secretaria Nacional de Proteção Global, na qual são aplicadas políticas de proteção para grupos sem vulnerabilidade social, como o acesso ao Registro Civil para todos os brasileiros, e a Secretaria Nacional de Políticas para Mulheres, que investiu R$20 milhões na capacitação profissional de mulheres apenas em 2020.

Foco da secretária, a Secretaria Nacional da Família tem, entre suas iniciativas em andamento, a campanha de adoção “Família para Todos”, que visa tornar o processo adotivo mais célere e promover também a adoção tardia. Nesse âmbito, é possível destacar a combinação de atitudes: o Comitê de Desburocratização da Fiesp atua, junto ao Ministério da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos, para diminuir a burocracia em todas as etapas do processo de adoção.

Após a apresentação de Ângela Gandra Martins, alguns dos participantes do evento fizeram perguntas e sugestões sobre programas e práticas do Ministério. O presidente do Consocial, Raul Cutait, questionou as iniciativas para engajar a sociedade no trabalho desenvolvido. Segundo a secretária, as empresas são parceiras fundamentais, pois criam empregos e oportunidades, que dão continuidade ao trabalho de autonomia da população, desenvolvido inicialmente pelos programas do Ministério. “Queremos ajudar as famílias em situações vulneráveis, mas também queremos que elas aprendam a ter autonomia”, concluiu.

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A secretária enfatizou o papel das empresas como parceiras fundamentais ao criar empregos e oportunidades. Foto: Ayton Vignola/Fiesp