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Pré-sal deve ser aproveitado para trazer tecnologia ao país e estimular cadeia produtiva, diz Paulo Skaf

Após inauguração de escola do Sesi-SP em Barra Bonita na manhã desta sexta-feira (25/10), presidente da Fiesp falou sobre o primeiro leilão do pré-sal no país

Alice Assunção, Agência Indusnet Fiesp, de Barra Bonita

“A exploração do pré-sal deve ser uma oportunidade não apenas para estimular as exportações de petróleo e derivados do Brasil, mas, principalmente, para atrair tecnologia e estimular a fabricação de equipamentos e até de plataformas de exploração no país”.

A afirmação foi feita pelo presidente da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) e do Serviço Social da Indústria de São Paulo (Sesi-SP), Paulo Skaf, na manhã desta sexta-feira (25/10), durante a inauguração de uma nova escola do Sesi-SP em Barra Bonita, no interior do estado.

Quatro dias após a realização do primeiro leilão do pré-sal, no Campo de Libra,  Skaf ressaltou a importância da oportunidade. “Que o Brasil aproveite não só para tirar o petróleo e exportar, mas para trazer tecnologias, estimular empregos e a cadeia para produzir equipamentos e maquinários, que é do que realmente necessita o país”, afirmou.

Skaf na inauguração da escola do Sesi-SP em Barra Bonita: fabricação de equipamentos no Brasil. Foto: Tâmna Waqued/Fiesp

Skaf na inauguração da escola do Sesi-SP em Barra Bonita: fabricação de equipamentos no Brasil. Foto: Tâmna Waqued/Fiesp


Autor da única oferta, o consórcio formado pela Petrobras, a anglo-holandesa Shell, a francesa Total, e as estatais chinesas CNPC e CNOOC venceu o leilão do Campo de Libra no pré-sal, o maior campo de petróleo já descoberto no Brasil. O grupo propôs destinar para a União 41,65% do óleo a ser produzido no local, percentual mínimo exigido.

A Petrobras ficou com 40% de participação, incluindo o percentual de 30% obrigatório por lei. Shell e Total ficaram com 20% cada uma. As chinesas ficaram com 10% de participação cada uma.

Crescimento econômico

O presidente da Fiesp ainda avaliou que a economia está melhor do que já esteve ano passado, mas afirmou que o crescimento ainda será abaixo da média mundial.

“Estamos vivendo uma época de vacas magras tanto no Brasil quanto no mundo. Devemos ter um crescimento de 2,5% em 2013, enquanto os países desenvolvidos devem crescer cerca de 3%”, disse Skaf.