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Fiesp projeta crescimento de 3% para PIB em 2013; indústria deve atingir mesmo percentual

Atividade e emprego na indústria devem reverter quadro negativo no próximo ano, segundo estimativas da entidade

Alice Assunção, Agência Indusnet Fiesp

Em 2012, a taxa básica de juro Selic chegou a 7,25%, o menor patamar da história. O governo administrou o câmbio para um patamar mais competitivo para a indústria, na faixa de R$ 2, e aprovou a Resolução 72, que coloca fim na chamada guerra dos portos – mecanismo usado por diversos Estados brasileiros para conceder incentivos fiscais a produtos importados. Essas e outras ações deixaram a Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) mais otimista com relação à atividade manufatureira em 2013.

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Paulo Francini, diretor-titular do Depecon da Fiesp

A avaliação foi feita nesta terça-feira (18/12) pelo diretor-titular do Departamento de Pesquisas e Estudos Econômicos (Depecon), Paulo Francini, durante coletiva sobre o balanço do ano de 2012 e perspectivas para 2013.

“De repente, vimos acontecer tudo na direção daquilo que achávamos que era necessário”, afirmou Francini. “Estaríamos errados hoje ao não acreditar que isso promova consequências. Por causa disso, tem toda a base de estarmos otimistas e animados”, completou.

O Depecon estima que em 2012 o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) deve ser de 0,9%, enquanto o da indústria deve registrar uma desaceleração de 0,5%.

Para 2013, no entanto, os economistas da Fiesp projetam uma expansão de 3% para o PIB do país e também para a indústria.

O Índice de Nível de Atividade (INA) do Depecon – termômetro para o desempenho da indústria paulista, que representa mais de 40% da produção manufatureira nacional – deve fechar o ano negativo em 4,1%, mas deve apresentar um crescimento 3,9% em 2013, com medidas como redução da Selic, administração do câmbio e pacotes de incentivo à produção entrando em curso.

No caso do emprego industrial, o cenário é o mesmo, de acordo com o Depecon/Fiesp. O nível de emprego da indústria de São Paulo deve ficar negativo em 2,3% em 2012 na comparação com 2011, mas a situação deve melhorar em 2013 e o mercado de trabalho do setor manufatureiro deve registrar um ganho de 1,6% na leitura anual.