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Pesquisa da Fiesp revela queda nas exportações brasileiras à Argentina

Barreiras impostas por país vizinho prejudicaram as vendas em diversos setores. Presidente Paulo Skaf voltará a Buenos Aires para negociar solução

Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp)

A Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) vem acompanhando de perto os números do comércio bilateral entre o Brasil e a Argentina, desde a entrada em vigor das barreiras comerciais impostas pelo país vizinho a partir de fevereiro. O volume de exportações brasileiras caiu 17% em fevereiro de 2012 na comparação com o mesmo mês de 2011, excluindo o item energia elétrica. As vendas do Brasil para a Argentina foram de US$ 1,350 bilhão em fev/2012 contra US$ 1,618 bilhão em fev/2011.

Levantamento inédito da entidade revela que diversos setores industriais do Brasil estão sendo prejudicados pelas medidas. Entre as chamadas Licenças Não-Automáticas (LNAs) e as Declarações Juradas Antecipadas de Importação (DJAIs), as barreiras ultrapassam os 187 milhões de dólares em produtos retidos nos setores consultados.

Há casos de licenças pendentes há mais de 500 dias, como no setor de ferramentas. As indústrias mais afetadas são das áreas de pneumáticos, com US$ 148,9 milhões em licenças pendentes; de calçados, US$ 41,7 milhões e de autopeças, com US$ 23,2 milhões em produtos retidos.

“Estamos muito preocupados com essa situação e vamos continuar liderando as negociações para encontrar uma solução que seja boa para os dois lados”, declarou o presidente da Fiesp, Paulo Skaf. Nos próximos dias, Skaf deve voltar a Buenos Aires, onde, em fevereiro, já havia se reunido com a cúpula econômica argentina.

“Os argentinos são nossos vizinhos e importantes parceiros comerciais, mas não podemos aceitar que a indústria brasileira seja prejudicada por medidas unilaterais. Vamos trabalhar juntos para manter a harmonia nas relações e preservar a integração regional, tão importante para o desenvolvimento dos dois países”, concluiu.