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Pesquisa da Fiesp e do Ciesp apresenta panorama atual das startups do país

Mais de 550 startups, de diversos segmentos, foram consultadas e 95% já estão na fase de operação

Isabel Cleary, Agência Indusnet Fiesp

A Fiesp e o Ciesp apresentaram, nesta terça-feira (30/6), os resultados da pesquisa “Acelera Startup Fiesp – Crédito e Investimento”, que visa conhecer a situação atual das startups, suas dificuldades e demandas no setor do crédito e investimento. Mais de 550 startups de todo o país e de diversos segmentos foram consultadas, e responderam questões que delinearam o perfil dessas empresas e suas principais necessidades para se desenvolver.

Entre os resultados apresentados durante a reunião on-line, identificou-se que 95% das startups já estão na fase de operação, ou seja, a startup já tem uma ideia em processo de validação no mercado. Os setores mais relevantes destacados são Saúde, Indústria 4.0, Educação, Biotecnologia e Tecnologias da Informação e Comunicação (TICs), segmentos com potencial de crescimento e geradores de oportunidades de negócios para o país.

Outro número relevante é que 74% das startups têm dificuldade de acesso a investimentos, dificultando o crescimento e desenvolvimento das mesmas. Além da falta de recursos próprios, destaca-se que 33% das startups buscam recursos em agências de fomento e não conseguem. As startups também demonstraram ter dificuldade de gestão (28%); 57% delas têm problemas com vendas; e 50% com administração/planejamento.

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“Ainda é muito raro ter pesquisas tão completas e deste nível no Brasil, que auxilia os empreendedores para tenham um norte mais claro para o seu negócio. Esta ação é um instrumento poderoso, e as informações levantadas podem contribuir com as propostas para o Marco Legal das Startups”, ressaltou Sylvio Gomide, diretor titular do Departamento da Micro, Pequena e Média Indústria e Acelera (Dempi Acelera) da Fiesp.

Para Gomide, um dos pontos principais de uma pesquisa como esta é que mostra que o crédito ainda está muito distante da realidade dos empreendedores, fundadores e sócios de startups. Por mais que tenha dinheiro disponível, o acesso é muito difícil, ora por desconhecimento dos empreendedores, ora também pela burocracia de se conseguir o crédito. E, com a falta de recursos, muitas ideias inovadoras ficam pelo caminho.

Ainda segundo o diretor, “foi possível identificar a importância de ter as universidades mais próximas dos empreendedores, uma realidade em países da Europa e nos Estados Unidos, mas que no país ainda está distante. “A academia está muito na teoria e distante do empreendedor que precisa viver a prática no dia a dia”, finalizou.

A pesquisa foi realizada entre 27 de outubro e 20 de novembro de 2020, por meio do Acelera Fiesp, e contou com mais de 550 startups de todo o país e em todas as fases de desenvolvimento – ideação, operação, tração e scale-up, tornando a pesquisa representativa.

Acesse aqui a pesquisa completa.

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Para Sylvio Gomide, diretor titular do Dempi Acelera da Fiesp, essa pesquisa é um instrumento poderoso e irá contribuir com as propostas para o Marco Legal das Startups. Foto: Karim Kahn/Fiesp