imagem google

Perfil: Antônio Delfim Netto, presidente do Cosec da Fiesp

Agência Indusnet Fiesp

Imagem relacionada a matéria - Id: 1566205055

Delfim Netto, presidente do Cosec

Delfim Netto é o presidente do Conselho Superior de Economia (Cosec) da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp).

Economista formado pela Faculdade de Economia e Administração da Universidade de São Paulo, Delfim Netto é professor catedrático de Economia Brasileira e de Teoria do Desenvolvimento Econômico e professor emérito da Faculdade de Economia, Administração e Contabilidade da Universidade de São Paulo (FEA/USP).

Foi secretário da Fazenda do Estado de São Paulo de 1966 e 1967 e depois assumiu o ministério da Fazenda entre 1967 e 1974. Ocupou o cargo de embaixador do Brasil na França entre 1975 e 1977 e, de março a agosto de 1979, ocupou a pasta da Agricultura. Também foi ministro-chefe da Secretaria de Planejamento da Presidência da República, de 1979 a 1985.

Como deputado federal (PPB-SP), Delfim Netto foi eleito sucessivamente em São Paulo entre os mandatos de 1986, 1990, 1994, 1998 e 2002. Na Câmara dos Deputados, exerceu a presidência das Comissões de Finanças e Tributação (em duas legislaturas) e de Fiscalização Financeira e Controle. De 2002 a 2006, foi titular da Comissão de Desenvolvimento Econômico, Indústria e Comércio.

Em outubro de 2012, Delfim Netto recebeu o título de Professor Emérito, Troféu Guerreiro da Educação outorgado pelo Centro de Integração Empresa-Escola  (CIEE), em parceria com o jornal O Estado de S. Paulo.

Enquanto ministro da Fazenda, a economia brasileira registrou as maiores taxas de crescimento em sua história (média anual de 9% de crescimento do PIB de 1968 a 1974), com a criação de 15 milhões de novos empregos. Em 1973, o Brasil alcançou o crescimento recorde de 14,4% do PIB, com inflação de 12%. Em oito anos de forte crescimento, o país passou da 48ª posição para o 8º  lugar entre as economias mundiais.

Como ministro do Planejamento, na década de 1980, comandou a economia brasileira durante a segunda maior crise financeira mundial do século 20, causada pelo choque dos preços do petróleo e pela elevação dos juros americanos para 22% ao ano. O Brasil viveu um período de altas taxas de inflação e três anos de recessão, mas foi o primeiro país em desenvolvimento a vencer a crise, com a economia voltando a crescer 5,6% em 1984.