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Pequenas e médias empresas também devem adotar boas práticas de governança

Especialistas que participaram de live sobre ESG promovida pela Fiesp entendem que sociedade está cada vez mais exigente

Alex de Souza, Agência Indusnet Fiesp

O nível de cobrança da sociedade em relação a boas práticas de grandes empresas já é conhecido. Muitas já consolidaram princípios de governança há vários anos e buscam aprimorar suas ações. De acordo com a executiva Roberta Pegas, da ESG Legacy, pequenas e médias empresas precisarão ter mais clareza em relação a suas políticas de ESG.

Além da empresária, participaram de live do Núcleo de Responsabilidade Social da Fiesp/Ciesp (Cores) realizado na segunda-feira (22/11), a diretora de Vocalização e Influência do Instituto Brasileiro Governanca Corporativa  (IBGC), Valéria Café, e o vice-presidente Jurídico da Siemens, Luis Mosquera. O encontro foi mediado pela diretora titular do Cores, Grácia Fragalá.

Uma das siglas mais comentadas dos últimos tempos, a novidade do termo ESG (sigla para ambiental, social e governança, em português), segundo Fragalá, é o olhar sobre o investimento social corporativo. “A agenda ambiental já se consolidou, mas a dimensão social ainda é um desafio. E não se trata de uma questão governamental, apenas, mas também diz respeito a toda sociedade civil. Não é possível que as empresas possam ir bem em uma sociedade que vai mal”, avaliou.

Para Valéria Café, princípios de governança cabem em qualquer organização, independentemente de seu tamanho, e a sociedade espera isso das empresas. “Dois terços das pessoas acreditam que as empresas podem mudar a realidade social mais do que os governos. Diante desse novo olhar é necessário revisar o modelo de negócios e buscar impactos positivos”, afirmou a diretora do IBGC.

As pequenas e médias empresas devem compreender a importância de seu impacto. Pegas lembrou que esse grupo representa 27% do PIB, mas que se as micro também entrarem nessa conta, a representatividade ultrapassa os 90%. “O empresário, não importa o segmento ou tamanho, precisa entender sua atividade e realizar ações conscientes para melhorar as práticas, além de criar memórias que vão motivar e engajar as pessoas”, disse.

Embora o conceito de ESG exista há muito tempo, somente no último quinquênio o termo ganhou holofotes. “As empresas que abraçaram esses conceitos conseguiram apresentar resultados financeiros melhores, bem como avaliação positiva por parte dos clientes e ter colaboradores com mais senso de propósito”, disse Mosquera, na live que pode ser vista na íntegra aqui.

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