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Pensar em softwares como produtos de massa é um erro, diz presidente da Linux no Festemp nesta quarta-feira (25/09)

Jon Maddog Hall foi um dos palestrantes do Festemp na tarde desta quarta-feira no Anhembi

Talita Camargo, Agência Indusnet Fiesp

Diante de um auditório lotado, o presidente da Linux Internacional, Jon Maddog Hall, falou sobre as vantagens de se trabalhar com um software livre, o chamado open source, na tarde desta quarta-feira (25/09), durante o Festival de Empreendedorismo (Festemp) da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) e do Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial de São Paulo (Senai-SP). O evento é coordenado pelo Comitê de Jovens Empreendedores (CJE) da Fiesp e segue até esta quinta-feira (26/09) no Anhembi, em São Paulo.

“Quem já teve problemas com os programas de computadores ou quantos de vocês já tiveram que mudar a maneira de fazer negócios porque o software não atendia as suas necessidades?”, questionou Maddog Hall. “Se isso acontece, você não tem o controle do seu negócio, mas sim o software que você utiliza”, afirmou.

Maddog Hall explicou que Bill Gates e Steve Jobs começaram a produção em massa dos computadores, mas afirmou: “esse tipo de produção nunca preenche 100% das necessidades do mercado e existe uma parcela dele que não está sendo atendida”.

Maddog Hall: nem todas as necessidades dos consumidores são atendidas. Foto: Everton Amaro/Fiesp

Maddog Hall: nem todas as necessidades dos mercado são atendidas hoje. Foto: Everton Amaro/Fiesp


O presidente da Linux acredita que pensar em softwares como produtos de massa é um erro. “Os profissionais de TI entendem que o computador pessoal é uma commodity. Mas uma commodity é uma lata de milho que você compra no supermercado. Um software deve ser um serviço”, enfatizou.

Na visão de Maddog Hall, oferecer uma boa solução para os clientes é preciso criar bons softwares. “As grandes empresas não têm interesse em personalizar os softwares para as necessidades das organizações”, disse. “É preciso pensar em softwares como serviços. Os consumidores necessitam de serviços”, concluiu.

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