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Paulo Skaf: ‘Primeiro passo é rever o preço da energia’

Presidente da Fiesp diz que discussão sobre valor da conta de luz deve ser separada da possível desoneração tributária e enfatiza necessidade dos leilões em 2015

Agência Indusnet Fiesp

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Paulo Skaf: "Estou completamente disposto a discutir impostos e a indexação, mas o primeiro passo é o preço da energia. Isso é muito caro no Brasil"

Diante da possibilidade de redução do custo da energia no Brasil por meio da desoneração de impostos, o presidente da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), Paulo Skaf, destacou que essa hipótese não pode lançar uma cortina de fumaça sobre a questão principal: o preço da energia cobrado atualmente pelas concessionárias.

“Está se embolando uma porção de coisas e desviando o foco do preço da energia. O Brasil tem um dos custos de produção mais baixos e um dos preços de conta de luz mais caros do mundo”, afirmou Skaf em coletiva logo após a cerimônia de abertura do 7º Encontro de Logística e Transportes, evento que ocorre nesta segunda (21/05) e também na terça-feira (22/05) em São Paulo.

Skaf destacou que o debate sobre o preço da energia tem três aspectos: o preço de origem, os tributos e os índices de reajustes. “Estou completamente disposto a discutir impostos e a indexação, mas o primeiro passo é o preço da energia. Isso é muito caro no Brasil. Temos a oportunidade agora, em 2015, em que temos que fazer por meio de leilões públicos, como manda a Constituição. Se quiser discutir paralelamente, vai discutindo separadamente. Se for para discutir imposto, ótimo. Precisa, então, discutir a redução de 20% no imposto e 20% no preço da energia”, disse.

O presidente da Fiesp abordou o mesmo tema em seu pronunciamento na cerimônia que abriu o evento. “Está tudo interligado. Toda essa questão está ligada à logística. Tudo é competitividade”, afirmou. “O que queremos é isonomia. O que queremos é produzir aqui, empregar aqui no nosso Brasil, dar condições de desenvolvimento ao nosso país”.

Skaf destacou ainda a importância dos 20 painéis e da presença de 80 especialistas no 7º Encontro de Logística e Transportes. “Um dos elementos da competitividade é a infraestrutura boa, a logística boa. E todos esses pontos, como rodovias, portos, aeroportos, marcos regulatórios, hoje são prioritários porque avançamos pouco. [O Brasil] está precisando se atualizar e recuperar o atraso”.