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Paulo Skaf: Fiesp está à disposição dos governos do Brasil e França para intensificar as relações bilaterais

Em entrevista coletiva, presidente da Fiesp e do Ciesp destaca que corrente de comércio entre os dois países ainda é “insignificante” diante do potencial

Juan Saavedra, Agência Indusnet Fiesp

O presidente da Federação e do Centro das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp e Ciesp), Paulo Skaf, disse no final da manhã desta sexta-feira (13/12) que as duas entidades estão à disposição dos governos de Brasil e França para incrementar a corrente de comércio entre os dois países.

“Eu pus à disposição da presidente Dilma [Rousseff] e do presidente [François] Hollande que todas as vezes que for necessário, de forma regular, nós vamos ter encontros aqui e lá para aproximar nossos países e nossas economias”, informou Skaf em entrevista coletiva.

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Skaf pediu ao presidente da França para ajudar na conclusão das negociações Mercosul-União Europeia. Foto: Ayrton Vignola/Fiesp

De acordo com o presidente da Fiesp e do Ciesp, a França tem uma corrente de comércio em torno de 1,2 trilhão de dólares e o Brasil tem uma corrente em torno de 500 bilhões de dólares. “São, juntas, uma corrente de 1,7 trilhão de dólares. E, no entanto, a nossa corrente de comércio com a França é de 10 bilhões de dólares, ou seja, praticamente insignificante.”

“Todo intercâmbio que você fizer é sempre um ‘ganha-ganha’ para os países e setores industriais. A França tem muita inovação, muita tecnologia, tem muitas coisas que podem contribuir. Temos oportunidade  que podem interessar na França”, disse Skaf, citando como exemplo o setor de infraestrutura.

Em sua opinião, o Encontro Econômico Franco-Brasileiro foi positivo. “Hoje estavam aqui as mais importantes empresas e grupos empresariais franceses, sendo representados pelos seus CEOs. Foi um encontro de altíssima representatividade. São encontros como esses que provocam as oportunidades e repercutem em concretos investimentos recíprocos – lá e cá.”

O presidente da Fiesp e do Ciesp disse ainda que é fundamental um acordo Mercosul-União Europeia (UE), lembrando da importância política da França no contexto da UE e que esse país costuma impor obstáculos na compra de produtos brasileiros.

“Um pedido que ficou ao presidente [Hollande]: que passe a ajudar na conclusão das negociações Mercosul-União Europeia, que isso fará bem aos negócios, à nossa relação comercial, à nossa corrente de comércio e aos investimentos recíprocos.”

Sobre a economia brasileira, Skaf observou que o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) em 2013, estimado em 2,2%, é equilibrado com o crescimento mundial e que houve uma melhora em relação ao ano passado. Mas disse que ainda há problemas que impedem a economia de deslanchar. “Temos muita burocracia, custos da infraestrutura, a nossa competitividade está afetada, e não é culpa das empresas. O que acontece é que temos um custo elevado no Brasil”, assinalou.