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Paulo Skaf, em entrevista à TV Gazeta, analisa desempenho da indústria e impacto do aumento do ICMS no estado

Para o presidente da Fiesp, o aumento do ICMS, que se refletirá em diversas cadeias produtivas, é inaceitável

Agência Indusnet Fiesp

O presidente da Fiesp, Paulo Skaf, em entrevista à jornalista Denise Campos de Toledo, no Jornal da Gazeta, desta quarta-feira (3/2), tratou das perspectivas para a indústria paulista e os desafios a serem enfrentados. Skaf relatou que a indústria fechou 2020 com desempenho superior ao verificado antes da pandemia.

“A previsão para este ano é de crescimento acima de 5% para a indústria; em especial, para a indústria de transformação, acima de 6%”, afirmou o presidente, lembrando que espera-se crescimento do PIB brasileiro em torno de 4%, o que refletiria na geração de 2 milhões de empregos. “Os empregos que deixaram de existir na pandemia foram recuperados. 1 milhão de 600 mil empregos formais que deixaram de existir, em março, abril e maio, também foram recuperados e houve superávit”, mas frisou que os prestadores de serviços e autônomos ainda estão prejudicados com a pandemia e, por isso, a vacinação é fundamental.

Questionado sobre os aumentos no ICMS, Skaf lembrou que a Fiesp se manifestou sobre os impactos causados na indústria e no agronegócio. “O governo não tirou benefícios, aumentou impostos, essa é que a verdade. No ano passado, apesar de ter ocorrido um aumento de arrecadação, fez setores passarem a pagar mais. Leite e carne com aumento de 5 a 10% para o consumidor”, disse. Uma mudança em meio a uma pandemia, em que a economia está se recuperando, enfatizou o presidente: foram 200 operações que representam milhares de produtos que tiveram aumento de impostos e que refletem no consumidor. “Estamos recorrendo desse aumento, na Justiça, com liminar e no Tribunal de Justiça de São Paulo”, afirmou. “O que o governo do Estado de São Paulo fez é inconstitucional. Impostos não podem ser aumentados por decreto. É por lei, não por decreto. A sociedade brasileira não aceita mais aumento de impostos. O que precisa melhorar em São Paulo são os serviços públicos”, concluiu.

Ele apontou que o orçamento do Estado de São Paulo é de R$ 261 bilhões de reais, com crescimento registrado em 2020, mais R$ 16 bilhões previstos em 2021. “E vai aumentar impostos? Não vamos aceitar de jeito nenhum,” disse.

Em relação às reformas estruturais necessárias, Paulo Skaf disse que precisam ser resolvidas, a Administrativa e a Tributária, além da votação do peça orçamentária e a PEC Emergencial que permitirá o ajuste fiscal do Estado brasileiro.

Assista à entrevista neste link.

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