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Paulo Skaf defende retomada de agenda positiva para o país

O presidente da Fiesp apontou a necessidade de se votar com rapidez as reformas estruturais para consolidar a retomada econômica e disse que, com a chegada de insumos, a vacinação vai acelerar

Agência Indusnet Fiesp

O presidente da Fiesp, Paulo Skaf, afirmou hoje (23/2), ao participar do programa “Opinião no Ar”, da Rede TV!, que é necessário o Congresso votar com rapidez as reformas estruturais para consolidar a retomada econômica. “Temos de aproveitar este momento de renovação das casas legislativas que estão mais harmônicas com o Poder Executivo para fazer a agenda de reformas andar”, afirmou.

Questionado quanto à produção e vacinação no país, Skaf se mostrou otimista: “Hoje há vacinas sendo produzidas no mundo todo e dentro de alguns meses estaremos virando essa página, com foco na retomada econômica”.

Segundo ele, o que falta hoje é maior quantidade de insumos, como ocorre nos demais países. Skaf ressaltou que a produção dos Instituto Butantã e Fiocruz possibilitarão atender à demanda, fato que se soma à experiência do Brasil com campanhas de vacinação. Skaf afirmou que devem chegar, em três ou quatro meses, de 25 milhões a 30 milhões de vacinas mensais, ou seja, quase 100 milhões de pessoas poderão ser vacinadas até o mês de junho. Quase 90% dos óbitos se registram em pessoas com mais de 60 anos, o que representa 15% da população que se encontra nessa faixa etária. “Isso significa que, quando vacinarmos de 50 milhões a 70 milhões de pessoas, o problema estará bem equacionado”, avaliou o presidente da Fiesp. “Há recursos para aquisição de vacinas, seringas e agulhas. Estamos no caminho certo.”

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Ao ser indagado sobre a recuperação da indústria, ele informou que alguns setores estiveram bem ativos durante a pandemia, como embalagens de papelão, plásticos e alimentos, enquanto outros enfrentaram dificuldades, como as áreas calçadista, têxtil e automobilística. “No final do ano já houve a recuperação da indústria. O que precisa é uma agenda positiva para o país, investir em tecnologia e inovação para solidificar essa retomada”, sinalizou.

Entre as necessidades apontadas, a apreciação da PEC Emergencial, da Lei do Gás, o ajuste fiscal, a aprovação das reformas estruturais, tais como as Tributária e Administrativa. E, por fim, defendeu novo auxílio emergencial a fim de socorrer a autônomos e aqueles que enfrentam necessidade neste momento.

Na entrevista, Skaf criticou o aumento do ICMS promovido pelo governo estadual. “A arrecadação subiu no ano passado e mesmo assim milhares de impostos de produtos sofreram aumento, como remédios, alimentos, agulha, seringa, com impacto de 15% a 18% para o consumidor”, disse. Ele avaliou negativamente a atuação do governo de São Paulo na pandemia. “Nesta situação extraordinária, o governo estadual não ajudou a apagar o incêndio da pandemia. Pelo contrário, houve um castigo de aumento de impostos. Não houve melhora na qualidade da escola pública e da segurança… Um castigo a todos os que trabalham e produzem”, avaliou o presidente.

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Presidente da Fiesp, Paulo Skaf, em entrevista hoje na Rede TV!