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Paulo Skaf: aumento de IPTU é um ‘confisco no bolso das pessoas e das empresas’

Presidente da Fiesp e do Ciesp concedeu entrevista à Rádio Bandeirantes na manhã desta terça-feira (29/10)

Agência Indusnet Fiesp

Em entrevista à Rádio Bandeirantes na manhã desta terça-feira (29/10), o presidente da Federação e do Centro das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp e Ciesp), Paulo Skaf, falou sobre o aumento do Imposto Predial Territorial Urbano (IPTU) anunciado recentemente pela prefeitura de São Paulo.

“O aumento do IPTU é um confisco, é meter a mão no bolso da população, da sociedade, das pessoas, das empresas, sem cerimônia”, afirmou.

“Espero que haja um recuo em relação a essa medida. Nós estamos analisando que medidas no campo jurídico possam ser tomadas. Não podemos aceitar quietos um aumento no IPTU que chega a dobrar o imposto e onerar toda a população.”

Skaf disse ainda que, para o ano de 2014, a estimativa da Fiesp é de um crescimento da economia brasileira inferior ao da média mundial. “Para o próximo ano, o que se espera é um crescimento mundial em torno de 2,4%, 2,5%, e o crescimento Brasil abaixo disso. Apesar de a situação mundial não ser de fartura, no Brasil o crescimento é ainda menor”, disse Skaf, defendendo a redução da burocracia.

“Quem quer produzir, quem quer trabalhar, sente muita dificuldade, muita burocracia, muitas pedras no caminho, muitos impostos, 70% do tempo dele [pequeno empresário] perde na burocracia e nas complicações que o governo impõe.”

O presidente da Fiesp e do Ciesp também relembrou campanhas das entidades pela extinção da Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira (CPMF), redução da tarifa de energia, desoneração dos impostos federais dos produtos da cesta básica e a modernização dos portos.

Falou ainda sobre os investimentos em educação. “A gente acredita que o crescimento tem que ter educação. Tenho a honra de presidir o Senai-SP e o Sesi-SP. E todas as semanas inauguramos uma ou duas escolas em algum canto do Estado de São Paulo.”

Skaf disse ainda que o país precisa reduzir os custos para o setor produtivo, de modo que as empresas possam competir no cenário internacional. “O que precisamos é ter competitividade no Brasil, ou seja, a produção no Brasil tem que ser mais barata.”