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Construção: reunião de conselho debate rumos do setor e falta de mão de obra qualificada

Para o coordenador das atividades dos Conselhos Superiores da Fiesp, setor de construção civil precisa acelerar formação de mão de obra. Tema foi debatido nesta terça-feira na Fiesp

Alice Assunção, Agência Indusnet Fiesp

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Presidente do Consic, José Carlos de Oliveira Lima. À esquerda, o presidente do Coinfra, Rodolpho Tourinho. Foto: Everton Amaro/Fiesp

Os rumos e possibilidades da construção civil foram debatidos nesta terça-feira (11/06), na Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), em reunião conjunta de três conselhos superiores da entidade: de Infraestrutura (Coinfra), da Indústria da Construção (Consic) e de Meio Ambiente (Cosema).

No encontro, com presença dos presidentes do Consic, José Carlos de Oliveira Lima, e do  Coinfra, Rodolpho Tourinho, foram identificados os avanços conquistados desde o 10º Construbusiness, evento realizado pela Fiesp em dezembro de 2012. A reunião teve como palestrantes a diretora da consultoria LCA, Claudia Viegas, e o diretor titular do Departamento da Indústria da Construção (Deconcic) da Fiesp, Carlos Eduardo Pedrosa Auricchio.

Auricchio apresentou as adaptações do programa Compete Brasil, um conjunto de propostas de mudanças na área de planejamento e gestão, segurança jurídica, fonte de recursos, mão de obra, tributação e eficiência produtiva do setor.

Em sua participação, o embaixador e coordenador das atividades dos Conselhos Superiores da Fiesp , Adhemar Bahadian, destacou estar claro que a indústria da construção civil sofre com a falta de mão de obra qualificada. Segundo ele, o momento é de estudar, por exemplo, uma maneira de apoiar a crescente inclusão de mulheres no mercado de trabalho do setor e acelerar a formação de profissionais mais bem preparados. “A participação da mulher na construção civil está aumentando e isso talvez seja uma nova avenida que se deva incluir nesse processo”, afirmou.

Bahadian: Mão de obra feminina na construção civil. Foto: Everton Amaro/Fiesp

Bahadian: Mão de obra feminina na construção civil. Foto: Everton Amaro/Fiesp

“Seria possível trazer um pequeno detalhamento dessa questão. Dizer, por exemplo, qual é a projeção de demanda de mão de obra para os próximos dez anos e que tipos de mão de obra especificamente são mais demandadas”, explicou Bahadian.

De acordo com os Dados da Relação Anual de Informações Sociais (Rais), levantamento feito pelo Cadastro Nacional de Atividades Econômicas (Cnae), a participação da mulher no segmento de Construção Civil cresceu entre 2010 e 2011.

A presença feminina em atividades como a construção de estações e redes de telecomunicações, por exemplo, passou de 12,96% em 2010 para 13,68% em 2011. O mesmo aconteceu na perfuração e construção de poços de água, indo de 11,75% para 12,31%, e na montagem e instalação de sistema e equipamentos de iluminação e sinalização em vias públicas, postos e aeroportos atividade, de 14,14% em 2010 para 14,36% em 2011.

Da esquerda para a direita, os participantes do debate: Claudia Viegas, Nadia Taconelli Paterno, Adhemar Bahadian, Rodolpho Tourinho Neto, José Carlos de Oliveira Lima, Juan Quirós, Carlos Eduardo Pedrosa Auricchio e Renato José Giusti. Foto: Everton Amaro/Fiesp

Da esquerda para a direita, os participantes do debate: Claudia Viegas, Nadia Taconelli Paterno, Adhemar Bahadian, Rodolpho Tourinho Neto, José Carlos de Oliveira Lima, Juan Quirós, Carlos Eduardo Pedrosa Auricchio e Renato José Giusti. Foto: Everton Amaro/Fiesp