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Parcerias de Desenvolvimento Produtivo são essenciais para o país, diz ministro da Saúde

Guilherme Abati, Agência Indusnet Fiesp

Em evento na Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), nesta sexta-feira (26/09), o ministro da Saúde, Arthur Chioro, afirmou “serem essenciais para o país” as Parcerias de Desenvolvimento Produtivo (PDPs).

A proposta de PDPs, colocada em consulta pública pelo Ministério da Saúde, visa estabelecer um marco regulatório para os acordos firmados com instituições públicas e privadas do setor, com finalidade de produzir medicamentos, equipamentos e materiais estratégicos para o Sistema Único de Saúde (SUS).

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Arthur Chioro: até agora 104 parcerias foram formalizadas. Foto: Helcio Nagamine/Fiesp


Entre os fatores positivos das parcerias, o ministro afirmou que elas ampliam o acesso da população a produtos médicos, reduzem a dependência tecnológica, além de racionalizar o poder de compras na saúde, promover economicidade e fomentar o desenvolvimento tecnológico e o intercâmbio de conhecimentos no setor.

De acordo com o ministro, as parcerias visam a melhoria do sistema de saúde brasileiro a longo prazo, dando “mais previsibilidade, estabilidade e segurança aos atores do setor”.

Arthur Chioro informou que até agora 104 parcerias foram formalizadas, com “quase 9 bilhões em compras públicas por ano”, envolvendo 19 laboratórios públicos e 57 privados. Desse total, 29 parcerias já possuem registro na Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e 19 deles estão no mercado.

“É uma estratégia essencial para o país”, analisou.

Chioro revelou ainda que, em sua visão, as parcerias devem ser tratadas como uma política de estado com um marco institucional seguro e estável.

Sistema Único de Saúde

O ministro também falou sobre os avanços realizados na área da saúde, detalhando principalmente o aumento no número de pessoas atendidas pelo SUS, “um sistema universal, integral e equânime”.

“Hoje o SUS é o maior sistema público de transplantes de órgãos do mundo. Reduzimos de forma brutal a mortalidade infantil. Hoje, 82 milhões de pessoas contam acesso gratuito à saúde bucal”, encerrou.

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