imagem google

Para Benjamin Steinbruch, crescimento não se dará sem a recuperação da indústria

Vice-presidente da Fiesp aponta a alta carga tributária, apreciada taxa de câmbio e as altas taxas de juros como os grandes obstáculos para indústria

Agência Indusnet Fiesp

Em artigo no jornal Folha de S.Paulo desta terça-feira (16/12), o vice-presidente da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), Benjamin Steinbruch, faz um alerta contundente: “a indústria está em frangalhos”.

Benjamin comenta que o ajuste fiscal anunciado pela nova equipe econômica é bem-vindo e que ele vem com o controle dos gastos públicos.

Porém, na opinião do empresário, o Brasil necessita muito mais do que isso. “Será preciso recolocar a economia em um novo ciclo de crescimento, o que não se dará sem a recuperação da indústria.”

Ele aponta ainda alguns dos motivos para o atual cenário sombrio. “A estagnação e a ameaça de recessão econômica são fundamentalmente um reflexo da crise do setor industrial, que vem perdendo poder de competição com concorrentes estrangeiros e tem participação decrescente no PIB.”

Benjamin ainda descreve as principais causas da situação caótica da indústria brasileira. “O setor manufatureiro vem sendo caprichosamente destruído durante longos anos por uma taxa de câmbio apreciada, por uma carga tributária elevada e, sobretudo, por uma inexplicável política que mantém as taxas de juros internas sempre entre as mais altas do mundo”, afirmou.

Ao concluir, ele ressalta que não é possível pensar em crescimento sem pensar em fortalecimento da indústria.

Leia o artigo na íntegra no site da Folha de S. Paulo.