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Pandemia ensinou o Brasil a se voltar para as próprias capacidades, diz comandante da Aeronáutica em videoconferência

Tenente Brigadeiro do Ar Antonio Carlos Bermudez fez um balanço das medidas adotadas pela Força Aérea Brasileira e sinalizou que a crise provocada pelo coronavírus não afetará o Programa Espacial Brasileiro e as atividades relacionadas à FAB

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Tenente Brigadeiro do Ar Antonio Carlos Bermudez lembrou que a FAB resgatou brasileiros no exterior e disponibilizou aeronaves para transportar instrumentos hospitalares para várias cidades do Brasil

Mayara Moraes, Agência Indusnet Fiesp

Durante videoconferência realizada pela Fiesp e pelo Sindicato Nacional das Indústrias de Materiais de Defesa (Simde) nesta segunda-feira (4/5), o comandante da Aeronáutica, Tenente Brigadeiro do Ar Antonio Carlos Bermudez, afirmou que reconhecer a importância de se investir na base industrial de Defesa foi um dos maiores aprendizados obtidos pelo Brasil durante a pandemia da Covid-19.

“A grande lição dessa pandemia é nos voltarmos para as nossas capacidades”, disse Bermudez. “Somos capazes de tudo o que necessitamos, então precisamos valorizar mais do que já valorizávamos a nossa indústria de Defesa”, acrescentou o militar em resposta à crítica de que o Brasil se vê impelido a ‘implorar’ pela importação de produtos estrangeiros durante a crise, feita pelo diretor titular do Departamento de Defesa e Segurança da Fiesp (Deseg) e presidente do Simde, Carlos Erane de Aguiar.

Durante o encontro virtual, que reuniu mais de 90 convidados, entre diretores da Fiesp, diretores e representantes de empresas associadas ao Simde, autoridades militares e profissionais da base industrial de Defesa, Bermudez sinalizou que as atividades relacionadas à Força Aérea Brasileira (FAB) e os investimentos no Programa Espacial Brasileiro não serão afetados pela crise provocada pela Covid-19, e fez um balanço das ações realizadas pela FAB no combate ao coronavírus.

O comandante lembrou que a FAB resgatou brasileiros que estavam na China e no Peru, durante o agravamento do surto de Covid-19, em fevereiro e março deste ano, disponibilizou aeronaves para transportar vacinas, respiradores, medicamentos, equipamentos de proteção individual (EPIs) e instrumentos hospitalares para várias cidades do Brasil e cedeu instalações militares para companhias aéreas acomodarem aviões comerciais.

As medidas arrancaram elogios do diretor da Fiesp e presidente do Simde. “É impressionante como a FAB tem se mostrado uma das faces mais presentes do Estado brasileiro desde o início da pandemia”, disse Carlos Erane. “Não podemos parar, nada vai parar a indústria e nada vai parar o Brasil, assim como nada impedirá a Força Aérea Brasileira”, concluiu o empresário.