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“Pacote de medidas do governo para recuperar indústria não tem grande impacto”

Diretor da Fiesp, Paulo Francini, reconhece que preocupação com indústria entrou na agenda do governo, mas medidas não são proporcionais ao problema

Alice Assunção, Agência Indusnet Fiesp

O diretor do Departamento de Pesquisas e Estudos Econômicos da Fiesp (Depecon), Paulo Francini, avaliou nesta quinta-feira (12) que o pacote de medidas para incentivo à produção nacional, anunciado recentemente pelo governo, tem pouca dimensão e não gera grande impacto sobre a crise da indústria brasileira.

“O problema que se acumulou é de tal dimensão e gravidade que, mesmo quando o governo toma medidas, elas nunca são na proporção do problema”, avaliou Francini ao reconhecer que a preocupação com a indústria brasileira “entrou, agora, na agenda do governo”.

Para ele, os efeitos da Resolução 72, aprovada quinta-feira (11/04) pela Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado Federal, devem ser positivos na recuperação do setor produtivo, o qual não tem resistido à invasão de importados, mais baratos que o produto nacional no mercado doméstico.

“A resolução 72, isoladamente, talvez tenha mais peso que o conjunto das medidas do plano Brasil Maior, tendo em vista os danos que a Guerra dos Portos provocou à indústria”, avaliou.

A resolução deverá ser apreciada pela Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) na próxima terça-feira (17/04). Depois de aprovada pela CAE, será encaminhada para votação em plenário.