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Pacheco e Lira afirmam a empresários que Reforma Administrativa será apreciada até o meio do ano e a Tributária até o fim de 2021

O presidente do Senado, Rodrigo Pacheco, e da Câmara, Arthur Lira, se reuniram com os maiores grupos empresariais privados do país a convite do presidente da Fiesp Paulo Skaf

Agência Indusnet Fiesp

Em reunião nesta segunda-feira, 1º de março, o Conselho Superior Diálogo pelo Brasil ouviu dos presidentes do Senado, Rodrigo Pacheco (DEM-MG) e da Câmara, Arthur Lira (PP-AL) que as reformas estruturais ganharão impulso no Congresso. Segundo eles, a Proposta de Emenda Constitucional (PEC) Emergencial irá em breve à votação no Senado, a Administrativa deverá ser apreciada pelas duas casas ainda no primeiro semestre e a Tributária até o fim do ano.

O Diálogo pelo Brasil congrega os 50 maiores grupos privados brasileiros de vários setores da economia. A reunião foi comandada pelo presidente da Federação e do Centro das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp e Ciesp), Paulo Skaf, que recebeu na sede da entidade Rodrigo Pacheco, acompanhado do senador Davi Alcolumbre (DEM-AP), ex-presidente do Senado e atual presidente da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da casa. Lira e os demais empresários participaram virtualmente.

Skaf elogiou a disposição de Pacheco e Lira de colocarem em debate e em votação essas reformas. “Há clima e alinhamento entre os Poderes, com foco nos interesses do Brasil, para dar andamento a essas reformas estruturais”, destacou. “Os senhores podem contar com a classe produtiva brasileira.”

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Fotos: Ayrton Vignola/Fiesp

A avaliação dos dois parlamentares é que a Reforma Tributária, por ter menos consenso, será discutida por mais tempo. “Sabemos que precisamos de um sistema mais simples, menos burocratizado”, resumiu Pacheco. Para Lira, a aprovação da Reforma Administrativa, que em suma trata do tamanho do Estado, será uma sinalização econômica importante. “Trará um ambiente de previsibilidade para os investidores”, afirmou. Ambos defenderam a aprovação do auxílio emergencial, que deverá ter a duração de quatro meses.

O tema das reformas também foi tratado por Pacheco e Lira em reunião no domingo (28/2), no Palácio do Alvorada com o presidente Jair Bolsonaro e a cúpula do governo. Na mesma ocasião, falaram da situação da vacinação da população brasileira. Eles relataram aos empresários que em março e abril deverão estar disponíveis 70 milhões de doses de vacinas Astrazeneca e Coronavac.

Pacheco explicou o Projeto de Lei 534/2021, já aprovado no Senado, que autoriza a União a contratar vacinas sob determinados riscos, mas com segurança jurídica, bem como que estados, municípios e iniciativa privada adquiram imunizantes por conta própria. Depois de vacinados os grupos prioritários, as empresas poderiam ficar com metade das doses para vacinar seus funcionários – a outra metade iria para o Sistema Único de Saúde (SUS). Isso pode destravar a compra das vacinas da Pfizer e Johnson & Johnson.

“A obrigação é da União, mas a participação da iniciativa privada é bem-vinda. É bom que ela participe ativamente, para ganho de escala, com todos vacinados até o final do ano”, disse o senador. Para Skaf, o país está passando por um momento de agravamento da Covid-19, mas as perspectivas em dois ou três meses, com a chegada e fabricação de milhões de doses vacinas é positiva. “Vamos conseguir vacinar os principais grupos de risco”, afirmou.