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O ano da Itália no Brasil começa agora

Comemorações estão marcadas apenas para 2011, mas relações comerciais se aquecem com a realização do II Fórum Brasil-Itália, tendo à frente a Fiesp


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Emma Marcegaglia, presidente da Confederação Italiana das Indústrias (Confindustria)

O Brasil registra um recorde: foram quatro reuniões entre empresários brasileiros e italianos desde 2005, criando fortes vínculos. A dimensão dos laços entre os dois países foi dada pela presidente da Confederação Italiana das Indústrias (Confindustria), Emma Marcegaglia, que frisou: “o Brasil deixou a crise para trás”.

A Itália tem grandes potencialidades, nas áreas de energia e infraestrutura, por exemplo, o que torna o país um parceiro forte. Apesar de boas perspectivas, Marcegaglia alfinetou: as tarifas alfandegárias são consideradas altas, mas “é possível dar uma virada nesta relação”.

“A Itália e o mundo admiram o Brasil e a capacidade empreendedora do setor privado”, disse o ministro do Desenvolvimento Econômico da Itália, Claudio Scajola. Apesar de a crise ter reduzido 60% das relações comerciais, a predisposição do premiê Silvio Berlusconi é potencializar a relação com o Brasil, “um farol no continente” para Scajola.

A parceria é considerada estratégica, pois mais de 40% da riqueza produzida no continente estão no Brasil. E lançou luz sobre o futuro: o objetivo é dobrar, nos próximos cinco anos, as relações comerciais entre os dois países.

Oportunidades não devem faltar, especialmente em São Paulo, como sinalizou o governador José Serra: o Estado concentra de 42 a 43% da produção industrial brasileira e do setor agropecuário, graças também “à força de trabalho dos italianos”, com um histórico de um milhão de imigrantes em terras paulistas.

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Umberto Vattani, presidente do Instituto de Comércio Exterior da Itália (ICE)

Nesse sentido, há previsão de dobrar ações promocionais no Brasil, envolvendo diversas áreas, como agroindústria, mecânica, embalagens, biotecnologia e nanotecnologia. A sinalização foi dada pelo presidente do Instituto de Comércio Exterior da Itália (ICE), Umberto Vattani, que se somou à visão de País do futuro de Provera.

“O Brasil é um país vivo que olha para a frente, rico em oportunidades e experiências e fez com que as crises fossem superadas”, enfatizou durante o evento Marco Trochetti-Provera, presidente mundial da italiana Pirelli, com filial no Brasil há 80 anos.




Made in Italy

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Corrado Faissola, presidente da Associação Italiana de Bancos (ABI)

Há estradas a serem pavimentadas nesta relação: “o sistema bancário italiano vai corresponder à missão de linhas de crédito abertas. É preciso retomar rapidamente o crescimento, apesar da previsão de tempos difíceis profetizada pelo Comitê da Basiléia (de Supervisão Bancária)”, avaliou o presidente da Associação Italiana de Bancos (ABI), Corrado Faissola.

As relações comerciais com a América Latina, especialmente com o Brasil, como player global, foram consideradas prioritárias pela delegação italiana. Mas, a relação do papel dos países emergentes deve levar em consideração a cooperação política e a integração regional.

“O presidente Luis Inácio Lula da Silva tem razão, a Europa é modelo de governança global e não pode errar”, reforçou o subsecretário do Ministério de Relações Exteriores da Itália, Vicenzo Scotti. O comentário foi feito após o mandatário brasileiro afirmar que o melhor modelo de integração que conhece é o europeu, e pediu: “por favor, não deem mancada”.