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Novo meio de pagamento, Pix pode auxiliar empresário no controle de caixa e redução de custos

De acordo com especialista, o sistema do Banco Central do Brasil é uma modernização dos negócios e marca o início de outros avanços tecnológicos que virão para o setor

Isabel Cleary, Agência Indusnet Fiesp

Um meio de pagamento e recebimento para qualquer hora do dia e em todos os dias da semana. É com essa proposta que o Pix, novo sistema do Banco Central do Brasil, chegou ao país em novembro deste ano. A novidade também veio para dinamizar a vida do empreendedor que deseja poupar gastos e manter o seu negócio atualizado com o mercado. Embora um sistema com diversas vantagens para o empresário, o Pix ainda gera dúvidas sobre o seu funcionamento, valores e segurança das transações.

Uma pesquisa realizada pela Fiesp no final do mês de novembro, com 345 empresas industriais, mostrou que o Pix ainda é parcialmente desconhecido, principalmente, entre as micro e pequenas indústrias – cerca de 67,9%. Entre as grandes empresas, 100% já conhecem parcialmente ou totalmente o novo sistema. No entanto, o estudo mostrou, ainda, que apenas 52% das empresas entrevistadas se cadastraram no Pix. Entre os principais argumentos: aguardando mais informações do sistema; e, esperando maior volume de operações para verificar a segurança.

Pensando neste cenário e com o objetivo de explicar em detalhes as oportunidades para os negócios, além de mostrar como o empreendedor pode aproveitar ao máximo o Pix, o Departamento da Micro, Pequena, Média Indústria e Acelera Fiesp (Dempi Acelera) da Fiesp, realizou nesta quarta-feira, 9/12, a live Pix nos Negócios, com a presença de especialistas da Fiesp, do Banco Central e das principais instituições financeiras e de pagamento do Brasil.

De acordo com Rafael Cervone, 3º vice-presidente da Fiesp e do Ciesp, é extremamente importante auxiliar o empresário na adaptação para a modernização do mercado, e principalmente quando envolve o recebimento de recursos, que é base do negócio. “As transformações digitais no mercado irão muito além do Pix, e a tecnologia permite isso. Por isso, precisamos estar antenados e preparados para essas mudanças ao longo dos próximos anos, visto que impactarão diretamente a gestão dos nossos negócios”, alertou.

O Pix foi criado para ser um meio de pagamento bastante amplo, que atenda a todos os tamanhos de empresas. Qualquer pagamento ou transferência que hoje é feito usando diferentes meios (DOC, TED, cartão, boleto, etc.), poderá ser feito com o Pix, simplesmente com o uso do aparelho celular. O novo sistema conta com transações livres de taxas para as pessoas físicas, e o recebimento imediato por parte das empresas. Para realizar as transações é necessário fazer o cadastro Pix, gerar uma ou mais chaves – para empresas são permitidas até 20 -, com base no CNPJ/CPF, E-mail ou telefone do usuário, no sistema do banco no qual o empresário e/ou cliente possui conta corrente, conta poupança ou uma conta de pagamento pré-paga.

Para Breno Lobo, chefe de Subunidade no Departamento de Competição e de Estrutura do Mercado Financeiro do Banco Central do Brasil, o Pix possui sete diferenciais em comparação aos demais meios de pagamentos existentes. A primeira delas é a velocidade no recebimento dos recursos na conta do recebedor, que pode ser de seis a dez segundos. “Hoje, no Brasil, não temos um meio de pagamento eletrônico com essa velocidade. Um exemplo é o cartão de crédito, que paga as empresas, em média, até 28 dias após a compra. DOC e Boletos é no dia posterior, e o TED no mesmo dia, mas ainda sem a garantia que será em segundos”, contou. Entretanto, Lobo ressalta que o Pix não tem a intenção de acabar com os meios de pagamentos existentes. “O Pix vem para somar estas ferramentas. A gente enxerga um convívio entre os sistemas”, observou.

Outro benefício importante é a segurança – uma das principais preocupações das empresas, segundo a pesquisa da Fiesp. De acordo com o especialista, as transações efetuadas pelo Pix são extremamente seguras. “Consideramos o Pix mais seguro do que os meios de pagamentos existentes, e isto se deve à autenticação dos usuários. Todo o cadastro das chaves de segurança é feito em ambiente seguro e logado. Além disso, toda e qualquer transação, inclusive as eletrônicas, exigirá uma senha ou uma biometria, por exemplo, diferentemente do cartão de crédito, que para compras pela internet não exige esses dados”, ressaltou. Outras vantagens citadas pelo especialista foram a disponibilidade, a conveniência, a multiplicidade de casos de uso, as informações agregadas e o ambiente aberto.

Ainda segundo Lobbo, um pagamento pelo sistema Pix pode ser feito de três formas: transferência bancária, escaneamento de QR Codes ou pagamento por aproximação, e o empresário poderá ser tarifado no momento do recebimento do pagamento. Quem definirá se cobrará e quanto cobrará por cada transação da pessoa jurídica serão os próprios bancos, corretoras e fintechs – assim como já acontece nas transações convencionais hoje. A finalidade comercial ocorre quando há o registro de mais de 30 transações de recebimento por mês ou quando há recebimento com QR Code dinâmico (usado somente uma vez para receber um Pix).

Apesar da taxa para as empresas, o Pix poderá reduzir os custos para o empresário. Isso porque deve eliminar as mensalidades com o aluguel das máquinas de cartão e as taxas para emissão de boletos, por exemplo. O novo sistema pode, ainda, reduzir a necessidade de crédito, já que possibilita o acesso ao dinheiro de forma imediata.

Mais uma vantagem do Pix para o empreendedor é que o sistema não permite parcelamentos, o que deve facilitar o planejamento de caixa e melhorar o capital de giro. Segundo os especialistas, a gestão do fluxo de caixa é essencial para medir a saúde do negócio e garantir o lucro. Assim, com o Pix, ficará mais simples controlar a entrada e saída de capital da empresa, uma vez que ele registrará tudo eletronicamente.

A live contou também com apresentações de 11 instituições financeiras, que explicaram como o Pix funcionará nas suas respectivas instituições. Para ajudar o empresário que deseja fazer o cadastro no Pix, e ainda precisa analisar as informações das instituições, o Dempi preparou uma página exclusiva, onde estão reunidos os conteúdos dos bancos participantes do evento.  Acesse aqui.

A íntegra da live você confere no link.

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Mais uma vantagem do Pix para o empreendedor é que o sistema não permite parcelamentos, o que deve facilitar o planejamento de caixa e melhorar o capital de giro. Foto: Divulgação