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No TV Terra, diretor da Fiesp comenta decisão do governo de SP: ‘Governador joga contra população de São Paulo’

Carlos Cavalcanti diz que empresas que não aderiram à MP 579 (Cesp, Cemig e Copel) não são donas das hidrelétricas e o investimento feito na construção já foi pago

Agência Indusnet Fiesp

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Cavalcanti no TV Terra: governador tem responsabilidade com a população de São Paulo.

Ao participar de entrevista no TV Terra, programa transmitido online pela internet, o diretor-titular do Departamento de Infraestrutura (Deinfra) da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), Carlos Cavalcanti, criticou o governo do Estado de São Paulo pela não adesão ao plano proposto pela Medida Provisória 579, que antecipa a renovação das concessões de energia elétrica mediante desconto na conta de luz.

“Não é chapéu alheio. E nisso o secretário está mentindo para a população”, disse Cavalcanti a Maria Lins, apresentadora do Jornal do Terra, rebatendo declaração dada no mesmo canal pelo secretário de Energia do Estado de São Paulo, José Aníbal, para quem o governo Dilma estaria praticando “populismo com chapéu alheio” – o governo paulista controla a Companhia Energética de São Paulo (Cesp) [concessão da União], uma das empresas que se recusaram a assinar o termo de adesão.

Veja o vídeo com a íntegra da entrevista no Terra TV

“O governador [Geraldo Alckmin] está mal informado pelo secretário [José Anibal]. Está jogando contra a população de São Paulo, que é a grande beneficiada pela redução do preço de energia”, afirmou o titular do Deinfra/Fiesp. “O governador precisa falar. Não pode se esconder atrás do secretário. O governador tem responsabilidade com a população de São Paulo”, completou Cavalcanti.

O diretor da Fiesp observou que Cesp, Cemig e Copel – empresas que não aderiram à MP 579 – não são donas dessas hidrelétricas. “E o investimento que elas já fizeram ao longo de 40, 50 anos, nós pagamos por 40, 50 anos, a construção dessas usinas. Agora, o crediário acabou. A festa acabou. A mamata acabou. Fomos ouvidos pela presidente Dilma.”

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Cavalcanti no TV Terra: 'Nós pagamos por 40, 50 anos, a construção dessas usinas.'

Cavalcanti assinalou que o custo da energia, MWh, custa R$ 6,80 e chega ao consumidor ao preço de R$ 400. Destacou ainda que as reclamações externas são justamente pela significativa rentabilidade atual das ações das companhias estatais.

“E agora eles vêm falar mal do nosso país, que está fazendo o correto. Nós já pagamos essa conta. Nós vamos ter que continuar a pagar essa conta pelo que for [construído de] novo”, ressalvou, acrescentando que, em função do crescimento da economia e da população, o Brasil precisa construir novas usinas e aumentar a oferta de energia. “Ela [a nova usina] vai ser cara por 30 anos e depois baratear. Esse é o princípio. É simples, é transparente. E essas empresas, obviamente, vão ter que se adequar a isso”, completou.