imagem google

No Senado, Paulo Skaf defende o fim da Guerra dos Portos

Presidente da Fiesp e do Ciesp condena o mecanismo que concede incentivos fiscais a produtos importados

Agência Indusnet Fiesp

Em audiência pública no Senado Federal, o presidente da Fiesp e do Ciesp, Paulo Skaf, foi taxativo ao defender o fim dos incentivos fiscais a produtos importados. “O interesse de alguns Estados não pode estar acima dos interesses do Brasil”, afirmou na tarde desta terça-feira (20).

Diante de governadores de Estados que praticam a chamada Guerra dos Portos, como Santa Catarina, Espírito Santo e Goiás, Skaf defendeu a aprovação da Resolução 72, com o estabelecimento de uma alíquota de ICMS de 4% a ser cobrada no estado de origem, isto é, onde os produtos importados desembarcam.

“A Guerra dos Portos dá incentivos ilegais aos importados e faz com que o país deixe de gerar empregos. Estão usando o dinheiro dos impostos dos brasileiros para criar empregos no exterior. Isso é um absurdo”, afirmou o presidente.

Imagem relacionada a matéria - Id: 1568862561

Em Brasília, diante de governadores de Estados que praticam a chamada Guerra dos Portos, o presidente da Fiesp, Paulo Skaf , defendeu a aprovação da Resolução 72



Skaf lembrou que o Brasil está em processo de desindustrialização, com perda de participação do setor produtivo no PIB. “Não podemos aceitar que isso aconteça por razões que estão da porta para fora das fábricas. Da porta para dentro, somos competitivos, mas o câmbio sobrevalorizado, os juros mais altos do mundo, o preço exorbitante da energia, a altíssima carga tributária e a burocracia excessiva já prejudicam as indústrias. E a Guerra dos Portos piora ainda mais esse cenário”, disse.

De acordo com estudo da Fiesp, o Brasil deixou de criar 915 mil empregos na última década por causa da Guerra dos Portos. Se nada for feito, aponta a pesquisa, o país deixará de gerar mais 1 milhão de postos de trabalho nos próximos cinco anos. “Os senadores precisam aprovar com urgência a Resolução 72 para acabar de vez com essa situação”, concluiu.