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No Brasil Econômico, Ometto defende posição brasileira na Cúpula do Clima da ONU

Vice-presidente da Fiesp diz que entidade concorda com a proposta brasileira de que os futuros acordos considerem as ações já realizadas

Agência Indusnet Fiesp

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João Guilherme Sabino Ometto: Fiesp concorda com a posição brasileira e espera que ela seja acolhida na COP 21. Foto: Everton Amaro/Fiesp

No artigo “Quem deve não pode temer pactos com o planeta”, publicado na segunda-feira (03/11) no jornal Brasil Econômico, o segundo vice-presidente da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), João Guilherme Sabino Ometto, comenta um dos temas centrais da 21ª Conferência das Partes da Convenção—Quadro da ONU sobre Mudança do Clima (COP 21), agendada para novembro de 2015, em Paris.

Segundo ele, é preciso analisar com isenção e bom senso a recusa brasileira, na Cúpula do Clima da ONU, dia 23 de setembro, de aderir à Declaração de Nova York sobre Florestas.

No artigo, o coordenador do Comitê de Mudanças Climáticas da Fiesp afirma que não se pode entender que o Brasil esteja se negando a contribuir para conter o aquecimento e o desmatamento ou desmerecendo a proposta europeia de destinar US$ 1,2 bilhão às nações que reduzirem perdas de cobertura vegetal.

“Ao contrário”, exclama Ometto. “O Brasil foi um dos países que mostraram resultados concretos no evento. De 2010 a 2013, deixamos de lançar 650 milhões de toneladas anuais de dióxido de carbono (CO²) na atmosfera e, nos últimos dez anos, reduzimos o desmatamento em 79%”, ressalta.

Para o segundo vice-presidente da Fiesp, é justa a proposta brasileira de que os futuros acordos considerem as ações já realizadas e estabeleçam metodologia para quantificar e qualificar as responsabilidades anteriores pelas emissões de carbono.

“A Fiesp concorda com a posição de nosso país e espera que ela seja acolhida na COP 21”, completa.