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Na Fiesp, Mantega reconhece problemas da Indústria

Ministro da Fazenda afirma que o governo e a entidade têm a mesma visão sobre as dificuldades do setor produtivo

O ministro da Fazenda, Guido Mantega, afirmou nesta segunda-feira (26) que o governo tem uma visão convergente com a do setor produtivo a respeito da situação da indústria brasileira.

Mantega participou da reunião de diretoria da Fiesp, onde ouviu demandas, críticas e propostas para reverter o processo de desindustrialização em curso no Brasil.

“Não será essa crise que vai derrubar a indústria brasileira. Além de contar com um setor industrial sofisticado, o país conta também com um mercado consumidor em crescimento. Temos convergência no diagnóstico da situação atual e até nas formas de enfrentamento dos problemas”, afirmou.

Ao lado de Paulo Skaf, presidente da Fiesp e do Ciesp, o ministro garantiu que o Governo Federal dará condições financeiras, tributárias e de infraestrutura para que a indústria cresça. “O governo fará de tudo que estiver a seu alcance para estimular a indústria”, declarou.

Skaf destacou a boa vontade do ministro e assegurou que a entidade vai colaborar com o governo na construção de uma agenda positiva. “Temos que aproveitar essa aproximação com o ministro para ampliar os pontos de contato entre o setor produtivo e o governo. Com mais interlocução, conseguiremos melhores resultados”, afirmou o presidente das entidades.


Redução do IPI

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Ministro da Fazenda, Guido Mantega, e o presidente da Fiesp, Paulo Skaf, durante reunião com a diretoria da federação

Momentos antes da reunião de diretoria, Mantega anunciou a decisão do governo de prorrogar e ampliar a redução do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) para setores selecionados. Além da prorrogação por mais três meses da redução do imposto da linha branca, foram incluídos no benefício outros produtos como móveis, laminados, papéis de parede e luminárias e lustres.

“Com essas medidas esperamos uma reativação da economia. Queremos começar um aquecimento agora que deve se estender gradualmente para o segundo semestre e, com isso, chegarmos ao final do ano crescendo a taxas próximas de 5%”, projetou.

As reduções representam uma renúncia fiscal de R$ 489 milhões, sendo R$ 271 milhões em prorrogações e R$ 218 milhões em novas desonerações. “Como contrapartida, a indústria não poderá demitir trabalhadores nesses setores e esperamos que possa até contratar”, concluiu.

Como próximos passos, Mantega informou que o governo prepara medidas de desoneração da folha de pagamento, a serem anunciados nas próximas semanas.