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Na Fiesp, governador Beto Richa apresenta oportunidades de investimento no Paraná

Em reunião com diretoria da federação, Richa destaca o crescimento de 7% no PIB industrial, "o maior do Brasil", e revela ações de seu governo em infraestrutura, energia e na geração de empregos

Edgar Marcel, Agência Indusnet Fiesp

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Beto Richa, governador do Paraná: "'Paraná Competitivo' visa a modernização da política fiscal do estado, com investimentos em infraestrutura e qualificação de mão de obra". Foto: Julia Moraes

O governador do Estado do Paraná, Beto Richa, esteve na sede da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) nesta segunda-feira (10/09), durante a reunião de diretoria da entidade, para apresentar oportunidades de investimentos no seu estado.

No encontro com dirigentes da indústria paulista e presidentes de sindicatos, o governador paranaense afirmou sentir-se honrado por estar na Fiesp trazendo números de seu governo, destacando o que classificou de “um trabalho de recuperação das finanças do seu estado”. Beto Richa ressaltou ainda a capacidade de investimento da unidade da federação, que, segundo ele, estava afastada do setor produtivo.

“A necessidade da retomada da industrialização era algo que enxergávamos com muita clareza, e o objetivo é iniciar um novo ciclo no setor produtivo. O plano [apresentado por ele] visa questões ambientais e a criação de bons empregos, geração de impostos em larga escala, transferência de tecnologia e preservação do meio ambiente”, afirmou Richa.

Competitividade paranaense

Beto Richa expôs o programa “Paraná Competitivo”, que visa a modernização da política fiscal do estado, com investimentos em infraestrutura e qualificação de mão de obra a fim de gerar empregos e impostos, transferência de tecnologia e preservação do meio ambiente.

“São R$ 18 bilhões confirmados em investimentos e 90 mil empregos que o ‘Paraná Competitivo’ vai gerar. O Produto Interno Bruto (PIB) Industrial do Paraná cresceu 7%, o maior crescimento entre os estados do Brasil”, destacou o governador, ao comparar a taxa com o PIB brasileiro, que ficou em apenas 0,3%.

Os aportes serão destinados aos setores de veículos e autopeças, plataformas de petróleo, biodiesel, alimentos, máquinas pesadas, entre outros itens. A indústria de papéis Klabin, a maior do país, vai instalar uma unidade no município de Ortigueira (a 210 km de Curitiba), O projeto, apontado por Richa como o maior investimento privado da história do Paraná, contempla ainda a inédita divisão da arrecadação de ICMS entre os municípios da região.

A empresa contará com a parceria da Federação das Indústrias do Estado do Paraná (Fiep) para dar celeridade ao funcionamento da planta. O convênio entre a Fiep (Sistema S) e o Ministério do Trabalho proporcionará a capacitação profissional para a Copa do Mundo em 2014 – Curitiba receberá jogos do mundial.

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Da esquedda para a direita: Ricardo Barros, secretário paranaense de Indústria, Comércio e Assuntos do Mercosul; João Guilherme Sabino Ometto, 2º vice-presidente da Fiesp; Beto Richa, governador do Paraná; Benjamin Steinbruch, vice-presidente da Fiesp; e Mario Eugenio Frugiuele, 2º diretor-secretário da Fiesp. Foto: Mauren Ercolani

Outros investimentos

Em infraestrutura e logística, Beto Richa anunciou que o Grupo Techint montará duas plataformas de petróleo em investimento de R$ 1,3 bilhão, junto com áreas específicas para produção de peças e serviços para a indústria do Pré-Sal. Além disso, outros R$ 840 milhões serão injetados nas rodovias estaduais e na adequação de estradas rurais para impulsionar a produtividade do agronegócio.

Beto Richa: porto de Paranaguá receberá R$ 1 bilhão em investimentos públicos e privados nos próximos três anos. Foto: Mauren Ercolani.

Beto Richa: porto de Paranaguá receberá R$ 1 bilhão em investimentos públicos e privados nos próximos três anos. Foto: Mauren Ercolani

Ainda segundo o governador, o porto de Paranaguá receberá R$ 1 bilhão em investimentos públicos e privados nos próximos três anos, o que irá dobrar o volume de cargas nos próximos 20 anos, mantendo 80% da baía preservada. Beto Richa assegurou que a expansão da malha ferroviária está em negociação com o governo federal. “Queremos a inclusão de novo ramal que liga o município de Guarapuava ao litoral paranaense, facilitando o acesso aos portos”, explicou.

Richa apresentou também a Usina de Mauá em Telêmaco Borba, que recebeu investimento de US$ 700 milhões e vai gerar 361 megawatts, suficientes para atender uma cidade com 1 milhão de habitantes.

O vice-presidente da Fiesp, Benjamin Steinbruch, considerou como importante os avanços do estado vizinho. “Certamente o Paraná vai voltar a ocupar lugar de destaque. Temos uma indústria muito forte lá, com várias empresas, e potencialidade de opções boas de investimento”, sublinhou Steinbruch.