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Na Fiesp, ex-ministro da Agricultura fala sobre desafios da Lei da Biodiversidade

Roberto Rodrigues defende passo além para a competitividade do setor

Patricia Ribeiro, Agência Indusnet Fiesp

Na reunião do Conselho Superior de Inovação e Competitividade (Conic) da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), desta sexta-feira (19/2), Roberto Rodrigues, coordenador do Centro de Agronegócio da Fundação Getúlio Vargas (FGV) e membro do Conselho Superior do Agronegócio da Fiesp, falou sobre os processos na tecnologia de gestão. “Ou a gente tem competitividade ou a gente morre”, afirmou.

Rodrigues lembrou da fase que o Brasil era importador de comida. O atual ótimo momento em que o agronegócio se encontra se deve, explicou, ao bom uso da tecnologia. “Agora é preciso definitivamente a inserção da sustentabilidade e da bioeconomia. Nesse sentido, é preciso mudar claramente a forma de concepção dos produtos. Vem chegando uma revolução por aí com a Lei da Biodiversidade, e precisamos ter acesso a tudo isso”, enfatizou.

A lei (13.323, de maio de 2015) estabelece a forma de acesso a recursos da biodiversidade por pesquisadores e pela indústria e regulamenta o direito dos povos tradicionais à repartição dos benefícios pelo uso de seus conhecimentos da natureza, inclusive com a criação de um fundo específico para assegurar o pagamento.

Outro convidado, Renato Corona, gerente do Departamento de Competitividade e Tecnologia da Fiesp (Decomtec) dividiu algumas reflexões sobre a Avaliação Propositiva da Estratégia Nacional de Ciência, Tecnologia e Inovação 2016-2019. “No documento faltam informações de política pública. Apesar de termos boas propostas de inovação tecnológica, medir impactos vai ser fácil. Difícil vai ser encontrar uma saída”, sintetizou.

Peter Eisner, coordenador do Projeto IVV Fraunhofer – Alemanha, falou durante a reunião sobre sua experiência no Centro de Projetos Fraunhofer para Inovação em Alimentos e Recursos Renováveis.

Ele explicou que o projeto é um modelo de sucesso implantado em inúmeros países que possibilitam – por meio da complementaridade de competências em torno temas de comum interesse – que institutos da Sociedade Fraunhofer possam cooperar com universidades e institutos de pesquisa de ponta de outros países. Neste caso, as ações de trabalho são realizadas no Instituto de Tecnologia dos Alimentos (Ital) em Campinas. “Lá, é possível que a pesquisa seja implementada com foco na exploração de novos mercados”.

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Reunião do Conic, da Fiesp, com a participação do ex-ministro da Agricultura Roberto Rodrigues. Foto: Everton Amaro/Fiesp


Pré-Summit: Call For Action in Bioeconomia

Rodrigo Costa da Rocha Loures, presidente do Conic, relatou os resultados do Pré-Summit: Call For Action in Bioeconomia, evento, que segundo ele, recebeu especialistas de diversas áreas e discutiram temas variados todos com o foco na bioeconomia.

“Nossa visão é que a inovação virá das startups e, para isso, precisamos criar ecossistemas. Temos consciência que os investidores que agregam capital são fundamentais nesse processo. O Brasil tem um potencial muito grande neste universo, principalmente na área de agronegócios”, explicou.

Organizado pela Anpei (Associação Nacional de Pesquisa e Desenvolvimento das Empresas Inovadoras) e pelo IBQP (Instituto Brasileiro da Qualidade e Produtividade), o pre-summit foi realizado pela Fiesp e pela Fapesp em 19 de novembro de 2015 como forma de reunir pessoas capazes de dar contribuição importante para preparar o Call for Action in Bioeconomy Global Summit Brasil 2016.

Também participaram Paulo Roberto Barreto Bornhausen, ex-Deputado Federal e conselheiro do Conic; Roberto Aloísio Paranhos do Rio Branco, vice-presidente do Conic, e o brigadeiro Aprigio Azevedo, diretor executivo de Projetos da Fiesp.