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Tema do 12º ConstruBusiness é definido em reunião do Consic

Na Fiesp, secretário executivo do Conselho Gestor do FGTS defende estímulo ao saneamento básico

Graciliano Toni, Agência Indusnet Fiesp

Na reunião desta segunda-feira (10/10) do Conselho Superior da Indústria da Construção da Fiesp (Consic), na sede da entidade, ficou definido o mote do 12º ConstruBusiness, programado para 21 de novembro. A opção dos conselheiros, a partir de consulta lançada por José Carlos de Oliveira Lima, presidente do Consic, foi “Investir com responsabilidade”.

Na reunião, Fernando Garcia, consultor do Deconcic, explicou as novidades do ConstruBusiness para este ano, após ressaltar que os dados da publicação passaram a ter atualização trimestral via Observatório da Construção. O Capítulo 1 do ConstruBusiness vai funcionar como sumário executivo, com a listagem dos problemas e sua solução. No final do relatório haverá 3 blocos importantes, como capítulos ou subcapítulos. O primeiro discute o que precisa ser feito rapidamente para assegurar a continuidade da cadeia pelos próximos dois anos. O segundo é de Responsabilidade de Investimento, com o ideário e dois casos. No terceiro, uma atualização sobre o Compete Brasil mostrando o que mudou nos últimos dois anos, ajudando a cumprir sua pauta.

Outro ponto de sua apresentação foi o sistema de acompanhamento de obras, uma ferramenta online em desenvolvimento pela Fiesp que permitirá monitorar o andamento de obras emblemáticas. Graças a isso, a análise da execução do orçamento vai permitir que a Frente Parlamentar da Indústria da Construção (FPIC) atue pelo cumprimento de projetos.

Oliveira Lima disse que a FPIC vem sendo exemplo de atuação, pelo envolvimento de Itamar Borges, seu presidente. A frente parlamentar nacional, em Brasília, deve ser realinhada para permitir a extensão do trabalho feito em São Paulo, explicou Carlos Eduardo Auricchio, diretor titular do Departamento da Indústria da Construção da Fiesp (Deconcic).

O presidente do Consic lembrou que a visita da presidente do BNDES à Fiesp, programada para este mês, pode ser ocasião para uma conversa sobre infraestrutura e outros temas de interesse do setor de construção, como o cartão BNDES e o programa Minha Casa Minha Vida. “O BNDES tem que cuidar de micro e pequena empresa, principalmente o setor da construção civil, que tem tudo a ver com o desenvolvimento econômico e social.”

FGTS

Na reunião do Consic, Bolivar Moura Neto, secretário executivo do Conselho Curador do FGTS, fez apresentação sobre as condições do fundo e sua atuação. Em dezembro o FGTS tinha ativo beirando R$ 460 bilhões, que deve chegar neste ano a R$ 500 bilhões. No passivo há R$ 457 bilhões, sendo o principal componente os depósitos em contas vinculadas dos trabalhadores (R$ 345 bilhões). O resultado positivo do FGTS este ano deve atingir R$ 20 bilhões, mostrando equilíbrio, destacou Moura Neto.

Arrecadação líquida em agosto deste ano, de R$ 6 bilhões, é metade da do mês em 2014. Apesar das demissões, destacou Moura Neto, o FGTS continua a ter número positivo.

O orçamento para aplicação do FGTS este ano é de R$ 103 bilhões, dos quais R$ 84 bilhões em habitação. Para 2017 a previsão é de R$ 78 bilhões por ano, e R$ 70 bilhões para 2018 e 2019, com R$ 56,6 bilhões a cada ano para habitação.

Ressaltou que sempre há recursos em grande volume para saneamento básico, mas não há a execução (R$ 7,5 bilhões este ano). Entre os gargalos está a falta de capacidade das companhias estaduais para tomar empréstimos.

“O problema [do FGTS] não é dinheiro”, afirmou, lembrando que a arrecadação deve fechar o ano em cerca de R$ 120 bilhões.

O ano deve fechar com quase 700 mil unidades habitacionais financiadas pelo FGTS. Disse, no entanto, que é preocupante a queda no número de unidades financiadas pelo SBPE nos últimos dois anos. “Tem que buscar uma solução para a poupança”, afirmou, lembrando que ela já perdeu R$ 40 bilhões este ano. O FGTS vem fazendo sua parte, disse, ressaltando sua importância para a construção, por se concentrar em imóveis novos.

Moura Neto explicou também o funcionamento do FI-FGTS, para investimentos na área de infraestrutura. Trinta por cento de seus recursos vão para energia. No total tem R$ 34 bilhões para investir.

Entre os desafios do FGTS estão o estímulo às aplicações em saneamento e mobilidade urbana e o incentivo à retomada de obras paralisadas.

Oliveira Lima elogiou o tom de conversa da participação de Moura Neto, e Auricchio pediu a Moura Neto reunião de trabalho em Brasília antes do fechamento do ConstruBusiness.

Na reunião do Consic, Auricchio comentou também a reunião da semana anterior (no dia 6/10) com Bruno Araújo, ministro das Cidades, destacando o fato de ele ter nomeado um interlocutor oficial com a Fiesp. O canal de diálogo direto com o ministério, por meio de um funcionário de primeiro escalão, é algo importante, ressaltou.

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Reunião do Consic, com a participação de Bolivar Moura Neto, do Conselho Curador do FGTS. Foto: Everton Amaro/Fiesp