imagem google

Ministro do Desenvolvimento Regional integra reunião transmitida para lideranças da construção

Entre os pontos abordados, o planejamento de ações importantes para a população brasileira e que geram o incremento da indústria da construção civil, como saneamento básico, habitação e mobilidade urbana

Mariana Soares, Agência Indusnet Fiesp

Mais de 100 líderes empresariais do setor brasileiro da construção civil e da mineração estiveram conectados durante cerca de 60 minutos, incluindo o ministro do Desenvolvimento Regional, Rogério Simonetti Marinho, que tratou sobre temas relevantes para o impulso do segmento. A reunião, transmitida ao vivo via internet, aconteceu no Espaço Executivo da Fiesp, no início da tarde desta sexta-feira (17/7).

Entre os pontos abordados, o planejamento e as ações que estão no organograma do Ministério do Desenvolvimento Regional, que são importantes para a retomada do crescimento econômico e social do país. A discussão aconteceu durante reunião conjunta do Conselho Superior da Indústria da Construção (Consic) e do Departamento da Indústria da Construção e Mineração (Deconcic), da Fiesp.

À frente da pasta desde fevereiro deste ano, Simonetti Marinho explicou que tem trabalhado diuturnamente, mesmo em tempos de pandemia, para dar conta das demandas do Ministério. Sua gestão envolve a resolução de questões delicadas e importantes como: saneamento básico, habitação e mobilidade urbana.

A criação de uma agenda positiva dessas necessidades gera bem-estar e cidadania para uma importante parcela da população brasileira e ainda estimula o incremento do setor da construção civil. Segmento este que, antes da crise do novo coronavírus, chegou a alcançar o maior nível de geração de emprego dos últimos sete anos.

Quando o assunto são as obras paradas no país, o ministro Rogério Simonetti Marinho confirmou que, atualmente, o total delas chega ao número de 8 mil. Quando assumiu a pasta, eram 10 mil empreendimentos estagnados. “Nossa equipe tem realizado a árdua tarefa de desvendar nós jurídicos de toda ordem para que burocracias desnecessárias não gerem mais entraves ao desenvolvimento do país”, informou.

É sabido que a redução do crédito para financiamento de imóveis, o desemprego em alta a partir dos anos de crise e a queda na renda das famílias tornaram o sonho da casa própria ainda mais distante para milhares de brasileiros.

Sobre a questão de moradia, Simonetti Marinho garantiu que está no cronograma do Ministério o lançamento de uma ação vigorosa de suporte ao trabalho das prefeituras no tocante à regularização das habitações. “Este esforço que pretendemos fazer se dará por meio, prioritariamente, de transferência de recursos financeiros às gestões municipais”, completou.

Imagem relacionada a matéria - Id: 1606846909

O ministro Rogério Simonetti Marinho tratou de obras paradas, 8 mil, atualmente, e das futuras obras do Minha Casa Minha Vida

Ainda a respeito deste assunto, o ministro explicou que as futuras obras do Minha Casa Minha Vida, programa de habitação federal que facilita o acesso à moradia para populações de baixa renda, serão extremamente estudadas para que erros recorrentes não voltem a acontecer. “Construiremos conjuntos habitacionais em locais com a infraestrutura adequada e com equipamentos urbanos necessários para essas comunidades, que precisam, como qualquer um de nós, dispor de hospital, creches, escolas”, disse. O ministro afirmou que a pasta está alinhando metas e possibilidades com os técnicos do Ministério da Economia e que até o início do próximo semestre deverá ser anunciado um cronograma do Minha Casa Minha Vida.

A aprovação do Marco Legal do Saneamento Básico, nova norma que abre caminho para atrair investimento privado para o setor com o intuito de universalizar o tratamento de esgoto e o abastecimento de água no país, foi citada e valorizada pelo ministro.

Outro ponto importante apresentado, a revitalização de bacias brasileiras como a do rio Tocantins-Araguaia e a do rio Parnaíba, projetos que irão impactar fortemente a indústria da construção civil, também ganhou destaque na reunião. “Para colocar em prática um projeto como este, será preciso realizar o esgotamento sanitário de, pelo menos, mil cidades, além de viabilizar o tratamento de resíduos sólidos e garantir o fornecimento de energia limpa para todos esses lugares. Ou seja, finalmente, acesso à cidadania para uma grande parcela da população, gerando emprego e renda e alavancando o setor da construção”, pontuou.

Também presente na reunião, o secretário Nacional de Habitação, Alfredo Eduardo dos Santos, reforçou a importância de um encontro como este para que as estratégicas no que tange à questão de moradia venham a ser conhecidas e debatidas pela setores produtivos e pela sociedade. “Estamos trabalhando fortemente para que um número cada vez maior de famílias no país possua condições de ter um lar”, disse.

O vice-presidente do Consic, Manuel Carlos de Lima Rossitto, complementou colocando o setor à disposição para trabalhar junto ao ministro no que for necessário. “A indústria da construção é presente. Temos que ter esta sinergia para buscarmos juntos as melhores soluções para o país e para o nosso segmento”, revelou.

José Carlos de Oliveira Lima, presidente do Consic, da Fiesp, agradeceu a dedicação do ministro Rogério Simonetti Marinho que, em poucos meses de trabalho, já demonstrou ser um representante atento e preocupado com as questões que tangem a população e a cadeia produtiva da construção. “Com esta reunião de hoje os principais líderes do nosso setor terão ferramentas para fazer previsões certeiras a respeito de demanda, cronograma e origem de recursos. Esperemos o ministro em futuros encontros para que esta relação se estabeleça de forma ainda mais concreta”, finalizou.