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Membros do Comtextil debatem situação da cadeia produtiva em reunião na Fiesp

Encontro foi presidido pelo coordenador do comitê na entidade, Elias Miguel Haddad, na tarde desta terça-feira (17/09)

Guilherme Abati, Agência Indusnet Fiesp

O Comitê da Cadeia Produtiva da Indústria Têxtil, Confecção e Vestuário (Comtextil) da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) se reuniu no fim da tarde desta terça-feira (17/09) para discutir a atual situação do setor.

Um dos primeiros membros a se posicionar durante o encontro, o coordenador adjunto do comitê, Ronald Moris Masijah, resumiu a sua opinião sobre a situação da cadeia produtiva. “Tenho uma sensação ruim quanto ao setor, que se dizima a cada ano que passa. Cada vez mais empresas se desmancham e se transformam em pequenas indústrias, importando insumos”, disse.

Para Masijah, a única saída possível é a união. “Precisamos agir conjuntamente, em busca de um denominador comum para todo o setor”.

Para o também coordenador adjunto do Comtextil Heitor Alves Filho, o setor precisa de uma representatividade maior. “Acredito que seja urgente termos uma bandeira forte na Associação Brasileira da Indústria Têxtil e de Confecção (Abit)”, opinou.

Da esquerda para a direita: Haddad, Alves Filho e Masijah na reunião do  Comtextil. Foto: Julia Moraes/Fiesp

Da esquerda para a direita: Haddad, Alves Filho e Masijah na reunião do Comtextil. Foto: Julia Moraes/Fiesp


Rogério Kadayan, também membro do grupo, ressaltou a dificuldade encontrada pelo setor de tecelagem. “Vemos colegas que passam a ser importadores ao invés de produtores. Foram inúmeras as tecelagens que fecharam as portas somente nesses últimos anos”.

Renato Boaventura, presidente da Associação Brasileira de Produtores de Fibras Artificiais e Sintéticas (Abrafas), também deu o seu veredito. “Para mim, a situação do setor não é ruim, é péssima. Crítica, preocupante, em toda cadeia”, disse.

De acordo com Boaventura, o problema não é enfrentado apenas no Brasil. “A Coreia e a China também enfrentam problemas semelhantes aos nossos”.  Para ele, a saída para a crise enfrentada por toda a cadeia produtiva é “buscar incessantemente por inovação e competitividade”.

Elias Haddad, coordenador do comitê, presidiu o encontro e fez um balanço do debate. “Foi uma reunião de reflexão, de análise do desempenho do setor e do comitê durante este ano”, concluiu.