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Melhorar saneamento básico deve ser prioridade, diz presidente do Inea

Em evento do Departamento do Meio Ambiente da Fiesp no Humanidade 2012, Marilene Ramos apresenta os desafios do setor

Dulce Moraes, Agência Indusnet Fiesp

A universalização do saneamento básico, um dos Oito Objetivos do Milênio da ONU, foi o tema principal da presidente Instituto Estadual do Ambiente/Rio de Janeiro (Inea), Marilene Ramos, ao participar do seminário A Governança da Água, realizado nesta quarta-feira (13/06), no Rio de Janeiro. O evento, uma realização do Departamento de Meio Ambiente (DMA) da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), integra a agenda do Humanidade 2012.

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Marilene Ramos, presidente do Instituto Estadual do Ambiente/Rio de Janeiro (Inea)

A palestrante disse que vê com reticência os números apresentados pelo Brasil no setor: 90% de cobertura de água e 75% de cobertura de saneamento básico. De acordo com Marilene, isso se dá também pela percepção errônea das pessoas sobre o que é saneamento básico, fazendo com que esses números sejam mal interpretados. “A rede de abastecimento existe, porém, não chega nas casas das pessoas.”

Para a especialista,  ainda são muito tímidos os avanços nessa área. “São necessários investimentos e que eles fluam mais rápido. Além disso, deve haver uma regulação para que esses serviços sejam garantidos”, frisou.

Como ponto positivo, Marilene apontou uma mudança de visão política sobre a relevância do saneamento, que contou com importante aporte no Programa de Aceleração do Crescimento 1 (PAC1). O grande problema, ressalvou, é a morosidade da aplicação desses recursos, que, em sua avaliação, poderia ser incrementada com mais sinergia entre governo e iniciativa privada, a exemplo do que ocorre em outras áreas.

“O Brasil conseguiu fazer uma mudança fantástica no setor de habitação”, destacou a doutora em engenharia ambiental, citando o programa “Minha Casa, Minha Vida”, que conta com a participação do governo e da iniciativa privada. “Essa parceria trouxe velocidade nos processos”, salientou.

A especialista também apontou como necessários os avanços na Regulação do Setor. Sobre o funcionamento da Agência Nacional da Água  (ANA), Marilene comentou que a ANA é a outorga é privada, mexe com dinheiro público, mas não tem as mesmas facilidades que uma empresa privada. “O Brasil precisa decidir como deve agir nesse sentido para que seus sistema de recursos hídricos seja mais eficiente”, finalizou.

Humanidade 2012

Iniciativa conjunta da Fiesp, Sistema Firjan, Fundação Roberto Marinho, Sesi-Rio, Sesi-SP, Senai-Rio, Senai-SP, com patrocínio da Prefeitura do Rio, do Sebrae e da Caixa Econômica Federal, o Humanidade 2012 visa realçar o importante papel que o Brasil exerce hoje como um dos líderes globais no debate sobre o desenvolvimento sustentável.

O evento acontece até 22 de junho, paralelamente à Conferência das Nações Unidades sobre Desenvolvimento Sustentável (Rio+20), no Forte de Copacabana, no Rio de Janeiro. O objetivo engajar a sociedade no debate sobre como aliar o crescimento econômico ao desenvolvimento social e à conservação ambiental.