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Máscara 100% lavável é tema de reunião do Conic

Material contém nanopartículas de prata que impedem o avanço de microrganismos invasores

Agência Indusnet Fiesp

Por videoconferência, a reunião do Conselho Superior de Inovação e Competitividade (Conic), realizada na manhã desta quinta-feira (28/5) teve como principal interlocutor o diretor da Nanox, o químico Luiz Gustavo Pagotto Simões. Da Fiesp, participaram do encontro virtual o coordenador executivo dos Conselhos e Departamentos da Fiesp, general de Divisão, Adalmir Domingos, o presidente do Conic, Antonio Carlos Teixeira Álvares, e o gerente de Inovação e tecnologia do Senai-SP, Osvaldo Lahoz Maia.

O presidente Teixeira destacou a importância de trazer para o Conselho o caso da Nanox devido à crise de saúde pela qual a sociedade está passando agora, em que o combate ao Coronavírus é fundamental. “Temos o compromisso de trazer ao conhecimento de todos e divulgar empresas que tenham projetos capazes de melhorar a vida das pessoas, o que se tornou ainda mais urgente diante dessa pandemia”, afirmou.

Pioneira em nanotecnologia, a Nanox foi criada em São Carlos, no interior paulista, produz e desenvolve soluções com materiais inteligentes para diversos mercados, sempre atuando em parceria com outras empresas inovadoras. Segundo seu diretor, Pagotto, um dos destaques atuais da startup é a máscara impermeável contra o Coronavírus, produto 100% brasileiro.

“O maior diferencial dessa máscara é o fato de ser totalmente lavável, por ter sido feita com plástico. E em toda a sua superfície ela tem nanopartículas de prata, um metal antimicrobiano que impede o avanço de microrganismos invasores, como o novo Coronavírus”, explicou o sócio da empresa.

Essas características permitem que a máscara seja reutilizada sempre após a lavagem, sendo trocados apenas os filtros, sendo um de cada lado da máscara. O produto elimina 95% das bactérias, segundo o empresário, e a produção inclui itens tanto para usuários comuns como também para profissionais da saúde. “Nesse caso temos a máscara PFF-2, equivalente à N-95, que é um EPI. Já estamos na fase dos últimos testes para a obtenção do Certificado de Aprovação (CA) dessa máscara”.

A máscara começou a ser desenvolvida no final de março e a produção é uma parceria com a Elka, empresa do ramo de brinquedos que adaptou sua linha de produção para fabricar a máscara antimicrobiana, iniciada há duas semanas.