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Marinha e Exército avaliam vazamento de óleo no litoral brasileiro, que gerou acidente ambiental

Os oficiais apresentaram o cenário atual do problema e listaram algumas das ações que estão sendo executadas para amenizar as consequências do acidente ambiental, inédito no país

Mariana Soares, Agência Indusnet Fiesp

O mês de agosto de 2019 foi marcado pelo acidente ambiental com maior extensão e duração já visto no país: o vazamento de petróleo cru no litoral nordestino. Desde então, até o dia 22 de novembro já foram recolhidas 238. 476 toneladas do óleo nas praias do país. Para falar sobre o problema, apresentar os números e as ações executadas até o momento, oficiais da Marinha do Brasil e do Exército Brasileiro participaram da reunião do Conselho Superior de Meio Ambiente (Cosema) da Fiesp, na última terça-feira (26/11).

A primeira incidência do material poluente foi em uma praia da Paraíba, no dia 17 de agosto. O encontro realizado pela Fiesp para ouvir as informações dos representantes das forças oficiais aconteceu bem no dia em que foi registrado o aparecimento de óleo na segunda praia do Estado do Rio de Janeiro. O acidente, de proporções ainda não definidas, ultrapassou os limites do litoral do Nordeste e deixou marca em outros pontos turísticos.

O contra-almirante da Marinha do Brasil, Alexandre Rabello de Faria, chefe do Estado-Maior do Comando de Operações Navais, explicou as características do material poluente encontrado no litoral brasileiro: um óleo denso, tipo um piche, que não navega pela superfície, ou seja, impossível de ser identificado por imagem de satélite.

“O óleo aflora muito perto da costa. Infelizmente, no caso de incidentes como este a orientação é recolher na praia, sendo impossível coletar ainda dentro da água. E precisa ser feito prontamente, uma vez que o movimento da maré pode resultar em um retorno para a água”, informou Faria.

O general de Brigada do Exército, que é o chefe do Estado-Maior do Comando Militar do Nordeste, Carlos Duarte Pontual de Lemos, apresentou os números da operação que atua no combate à proliferação do óleo pelo litoral brasileiro. Até o momento, 8.295 militares participaram da ação com um total de mais de 107 mil homem-hora trabalhados. “Essas mais de 238 toneladas de óleo recolhidas não voltarão ao meio ambiente. É por isso que trabalhamos de forma rápida e eficiente. Sabemos que o Nordeste é uma região fundamental para o desenvolvimento do país”, reforçou.

O presidente do Cosema, Eduardo San Martin, reconheceu a importância das Forças Armadas na defesa do país. Em especial, citou a atuação delas no acidente que teve como consequência o vazamento de óleo no litoral como prova concreta da importante atuação da Marinha e do Exército. “Muitas dúvidas e informações contraditórias marcam este acidente, que registra graves desdobramentos para o meio ambiente, a população, os negócios e o comércio da região atingidos. Por isso que o Cosema, a pedido do presidente da Fiesp, Paulo Skaf, decidiu trazer para o debate quem tem responsabilidade em esclarecer o problema”, contou.

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Foto: Karin Kahn/Fiesp