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Livro Branco de Defesa Nacional impulsionará indústria nacional do setor

Em médio prazo, Brasil poderá ter este avanço tecnológico de ponta na Defesa Nacional como em outros países do mundo, afirmou presidente da FPDN

Edgar Marcel, Agência Indusnet Fiesp

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Jairo Cândido, diretor-titular do Comdefesa/Fiesp

Levar a discussão de assuntos relacionados à Defesa a todas as regiões do País, fomentando a participação da sociedade brasileira. Com estas palavras, Jairo Cândido, diretor-titular do Departamento da Indústria de Defesa (Comdefesa) da Fiesp abriu nesta terça-feira (30) os trabalhos da série de seminários sobre o Livro Branco da Defesa Nacional (LBDN).

Celso Amorim, ministro de Estado da Defesa do Brasil, e Arturo Antonio Puricelli, ministro de Estado de Defesa da Argentina participaram do painel “A Indústria de Defesa Nacional”.

Documento público produzido por diversos ministérios e secretarias do Governo Federal, o LBDN expõe a visão e as estratégias do Brasil sobre Segurança e Defesa no médio e longo prazo, com objetivo de criar um ambiente de transparência e confiança entre governos. Mais de 70 países já têm seus Livros Brancos, e a primeira edição do brasileiro deverá ser finalizada em 2012.

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Deputado Carlos Zarattini, presidente da Frente Parlamentar de Defesa Nacional

O deputado Carlos Zarattini, presidente da Frente Parlamentar de Defesa Nacional, ressaltou a grandeza das fronteiras do País e a necessidade de agir com autonomia.

“Não existe país no mundo com perspectivas de crescimento econômico e autonomia sem que haja uma Defesa Nacional. E não existe Defesa sem que haja autonomia de produção tecnológica”, alegou o parlamentar.

Segundo Zarattini, acordos internacionais foram feitos pelo Governo Federal em prol do avanço tecnológico, a exemplo do desenvolvimento do submarino de propulsão nuclear. Ele adiantou que toda a tecnologia empregada será transferida à Marinha Brasileira e a empresas.

“Está prevista ainda a construção de mais de 50 helicópteros, além do caça FX2 com transferência de tecnologia para nosso País”, assegurou. Conforme o deputado, esta perspectiva mostra que em médio prazo o Brasil poderá ter este avanço tecnológico de ponta na Defesa Nacional como em outros países do mundo, abrindo espaço para o desenvolvimento da indústria do setor a partir de parcerias.

Transparência

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Celso Amorim, ministro da Defesa

Sobre o Livro Branco, “não existem modelos ideais que devam ser copiados pelo Brasil, o que não significa que modelos comuns relacionados a experiências de outras nações tenham que ser desconsiderados”, refletiu Celso Amorim, em sua primeira visita a São Paulo como ministro da Defesa.

Para ele, a base da mudança é a adoção de um novo modelo de gestão financeira e de recursos humanos e materiais, que com a coordenação do ministério da Defesa promove sinergia entre as três Forças (Marinha, Exército e Aeronáutica).

“É um exercício de transparência, que deixa claro o que está sendo planejado e feito para a Defesa Brasileira, afinal, é o povo que paga. Portanto, deve saber como e por que ele [Livro Branco] é importante”, afirmou Amorim em entrevista coletiva.

Ele destacou ainda como “significativo” o fato de receber como primeira visita estrangeira o ministro da Defesa argentina, Arturo Antonio Puricelli. “É muito interessante tê-lo assistindo tudo isso desde o início”, finalizou Celso Amorim.