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Live sobre glaucoma faz alerta sobre a doença, maior causa de cegueira irreversível

Mobilizaçao 24h pelo Glaucoma acontecerá no próximo sábado (22/5). Ação on-line terá palestras, entrevistas, aulas e teleorientação gratuita com especialistas

Mariana Soares, Agência Indusnet Fiesp

O glaucoma é a maior causa de cegueira irreversível, segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS). No Brasil, mais de 900 mil pessoas têm a doença e 80% dos glaucomas não causam dor ou incômodo no início. Por ser uma enfermidade crônica e que não tem cura, mas, na maioria dos casos, pode ser controlada com tratamento adequado e contínuo. Para falar do assunto, a Fiesp realizou uma live, na última quarta-feira (19/5) com o médico oftalmologista Cristiano Caixeta, chefe do setor de Glaucoma da Santa Casa de São Paulo e vice-presidente do Conselho Brasileiro de Oftalmologia (CBO).

26 de maio é o Dia Nacional de Combate ao Glaucoma. Quatro dias antes da data, em 22 de maio, haverá a ação 24h pelo Glaucoma, uma grande mobilização em torno da doença, realizada completamente on-line, em conjunto com a Sociedade Brasileira de Glaucoma, e com o apoio de diversas empresas. Haverá palestras, entrevistas, aulas, participações especiais e teleorientação com especialistas.

O glaucoma é uma doença crônica, que afeta o nervo óptico. Ela altera a qualidade da visão do paciente, se não for tratada. Em casos avançados, o sinal é uma sensação de visão borrada, especialmente na periferia da visão. Pode ser controlada com tratamento adequado, o que evita cegueira em até 90% dos casos. “A perversidade deste mal está em não demonstrar nenhum sintoma nas fases iniciais. O paciente não vai ter dor, não apresentará mudança na coloração dos olhos e nem perda de visão nos primeiros momentos”, afirmou o médico oftalmologista.

A principal maneira de prevenir o glaucoma é a consulta oftalmológica frequente. O médico é o melhor parceiro para a condução adequada do quadro. Ele vai indicar os sinais que aquele olho tem, atentando para fatores perigosos como hereditariedade, alteração de conformação de anatomia dos olhos, uso de medicações que podem levar a uma condição de risco.

“Durante a consulta, o equipamento que usamos para atender o paciente avalia nervo óptico, vasos sanguíneos, retina, além de medir a pressão ocular, único sinal que, identificado precocemente, pode ser controlado”, reforçou Caixeta.

De acordo com o médico, alto grau de miopia e diabetes descontrolado são fatores de risco para glaucoma. Em pessoas de 40 anos, a doença tem incidência de 1% a 2%. Aos 70 anos, esse índice chega a 7%, 8%. “O diagnóstico de glaucoma pode ser o começo de uma nova vida. Orientado, o paciente pode ter até uma saúde melhor, a partir do momento que tem um bom acompanhamento e segue o tratamento à risca”, completou.

A coordenadora de Saúde e Bem-Estar do Sesi-SP e Senai-SP, Débora Inglesi, reforçou a importância da orientação para a prevenção de doenças para se manter uma vida saudável. Ela conduziu a live, repassando os questionamentos do público que interagia com o médico Cristiano Caixeta, via chat.

Assista aqui a íntegra da live, acessando este link.

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Caixeta: tratamento adequado, o que evita cegueira em até 90% dos casos. Foto: Divulgação