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Lior Lotan diz que segurança para Olimpíadas e Copa do Mundo deve começar nas fronteiras

Ex-comandante das Forças de Segurança de Israel identificou pontos de terrorismo na Venezuela, Bolívia e México

Odair Souza, Agência Indusnet Fiesp

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Lior Lotan, do Instituto Internacional de Contra-Terrorismo

A prevenção a ataques terroristas nos grandes eventos esportivos que o Brasil deve sediar em 2014 e 2016 deve começar nas fronteiras do País, sinalizou o diretor-executivo do Instituto Internacional de Contra-Terrorismo e ex-comandante das Forças de Defesa de Israel, Lior Lotan, em palestra realizada no Congresso de Segurança Brasil São Paulo 2011, nesta segunda-feira (12), na Fiesp.

Lotan alertou para o fato de o Brasil ser conhecido mundialmente como um país que não vivencia atentados dessa natureza. Ele observou que a população brasileira, que ainda desconhece a lógica dos ataques terroristas, poderá ser um grande aliado do sistema de segurança do país, tanto nas Olimpíadas como na Copa do Mundo.

“Não importa que o brasileiro não esteja interessado em práticas terroristas, mas nos preocupa o interesse de terroristas em relação ao Brasil, pelo fato de o País ser a futura sede de eventos que vão envolver milhares de pessoas de diversas partes do mundo. O Brasil vai precisar de uma rede completa de segurança interna, e isso envolve a participação da sociedade”, advertiu o palestrante ao explicar que as manifestações terroristas são em sua maioria de cunho ideológico e instrumental, “principalmente contra os Estados Unidos e seus aliados”.

Ao falar sobre os perigos terroristas na América Latina, Lotam citou países como Venezuela, Bolívia e México como pontos da organização na região, com forte envolvimento iraniano, de influência ideológica e de distribuição de ideias revolucionárias com tendências radicais.

Perfil

O ex-comandante das Forças de Defesa de Israel descreveu as principais características de adeptos de organizações terroristas e locais com mais incidências de ataques:

  • Maioria são solteiros e estudantes;
  • Idade entre 18 e 24 anos;
  • Locais de maiores ocorrências: shopping, parques e eventos que atraem grandes multidões.

Ataques em Israel

Entre 2000 e 2008, foram cometidos 26 mil ataques contra civis e corpo militar israelenses, com 150 atos suicidas e 1.200 mortes, dessas 550 provocadas por 150 ataques suicidas.