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Julho Amarelo: Fiesp realiza live para prestar esclarecimento sobre hepatites virais

Objetivo é conscientizar sobre a importância da prevenção, do diagnóstico e do tratamento da doença, com as informações prestadas por hepatologista

Milena Nogueira, Agência Indusnet Fiesp

Para lembrar o Dia Mundial das hepatites virais, a Fiesp transmitiu nesta quarta-feira (28/7) live sobre a doença, conduzida por Débora Inglesi, psicóloga e coordenadora de Saúde e Bem-estar do Sesi-SP e Senai-SP. Para explicar sobre os sintomas, diagnóstico, formas de prevenção e por que os vários tipos desta enfermidade são tão perigosos à saúde, a Federação convidou o médico da Gastroenterologia e Hepatologia do Hospital Santa Catarina, de São Paulo, e diretor da Associação Paulista para Estudo do Fígado, Isaac Altikes.

A notícia boa, segundo Altikes, é que o Brasil registra um número cada vez menor de hepatites virais nos últimos anos. De acordo com o Ministério da Saúde, até 2030 serão erradicados os casos de Hepatite C no país. “O conhecimento é passo fundamental para entender a importância dos testes, das vacinas, da prevenção e do cuidado”, menciona.

As doenças virais são doenças que cursam com a inflamação no fígado e são provocadas por diferentes vírus classificados pelas letras A, B, C, D e E. A hepatite D é a mais rara e mais encontrada na Amazônia Oriental. Já as hepatites A e E são transmitidas pela ingestão de água ou alimentos contaminados (transmissão oral-fecal). E as do tipo B e C têm transmissão via sexual e sanguínea.

Altikes, no entanto, afirma que não há hepatite pior. “O importante é ter acompanhamento médico e prevenção, incluindo a vacinação, no caso das hepatites A e B. A hepatite C não conta com vacina, mas tem cura. E a B não tem cura, mas existe tratamento pelo Sistema Único de Saúde (SUS)”, orienta.

O médico alerta sobre as hepatites B e C que podem levar à doença crônica e progredir para cirrose e câncer de fígado. Quanto aos sintomas, Altikes diz que são inespecíficos, assim como todas as doenças do fígado, se dão de forma silenciosa. Quando perceptíveis, as principais indicações podem ser cansaço, mal-estar, tontura, náuseas, dor abdominal, pele e olhos amarelados, urina e fezes claras. Ele também destaca que a icterícia, normalmente associada à hepatite, ocorre na minoria dos pacientes. O especialista elenca três maneiras de se proteger: conferir se está imune, tomar a vacina, e o mais importante, saber se não evoluiu para a forma crônica.

Veja a íntegra da live no Youtube da Fiesp.

Para saber mais:

Sociedade Brasileira de Hepatologia 

Link da campanha de testagem da Hepatite

Telefone: 0800 882 8222 (informações sobre os pontos de testagem gratuita).

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