imagem google

Japão e Brasil trocam expertise na área de infraestrutura em seminário na Fiesp

Para diretor de Comércio Exterior da Fiesp, encontro foi útil para estreitar os laços entre os dois países

Anne Fadul, Agência Indusnet Fiesp

Com o objetivo de ampliar a relação bilateral entre Japão e Brasil, a Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) e o Ministério de Economia, Comércio e Indústria do Japão (METI) promoveram o Seminário de Tecnologias Japonesas para Transporte Ferroviário Urbano e Energia Elétrica, na tarde desta quinta-feira (19), na sede da entidade.

Clodoaldo Pelissioni, secretário de transportes metropolitanos de São Paulo, apresentou alguns desafios e planejamentos do setor ferroviário urbano em São Paulo. “Nosso objetivo é integrar o sistema metro ferroviário metropolitano e municipal, terminar as obras em andamento, melhorar a eficiência das redes e vias que já estão em operação, atender novas regiões do estado e pesquisar novas soluções tecnológicas e recursos para investimentos”, afirmou.

Imagem relacionada a matéria - Id: 1561473947

Clodoaldo Pelissioni, da Secretaria de Transportes Metropolitanos. Foto: Helcio Nagamine/Fiesp


Segundo Pellissioni, o serviço metroviário de São Paulo terá cinco novas linhas, e quatro trechos em expansão. Ele acrescentou que são mais de 116,5 quilômetros de extensão, 213 trens, e R$ 48 bilhões de investimentos.

Já para a Empresa Metropolitana de Transportes Urbanos de São Paulo (EMTU), a expectativa é que tenha mais de 83 quilômetros de extensão, 83 estações e um investimento de R$ 400 milhões. Para o modal VLT (trem de alta velocidade, na sigla em inglês), a ideia é que seja construído 11,2 km de extensão, 15 estações, 22 trens com um investimento de R$ 1,9 bilhão.

“Em 2014, os investimentos no sistema metro ferroviário foram 27,5% maior que 2013”, garantiu.

A secretaria tem a expectativa de interligar as regiões de Campinas, Sorocaba, Jundiaí, São José dos Campos, e Baixada Santista.

“Já temos o projeto de conexão de São Paulo para Americana, passando por Campinas. Serão nove paradas, 135 km de extensão, uma hora de viagem e terá integração com as linhas 6, 7 e 8 do metrô”, disse Pellisioni.

Energia
Durante o encontro também foram discutidas a transmissão e distribuição de energia elétrica. Carlos Eduardo Cabral Carvalho, assessor da Agência Nacional de Energia elétrica (ANEEL), disse que a missão da agência é proporcionar condições favoráveis ​​para que o mercado de energia elétrica se desenvolva com equilíbrio.

Imagem relacionada a matéria - Id: 1561473947

Carlos Eduardo Cabral Carvalho, assessor da Aneel. Foto: Helcio Nagamine/Fiesp


Segundo Carvalho, mais de 75% da eletricidade produzida no Brasil vem da energia renovável. “O território brasileiro tem potencial de energia solar média anual entre 1200 e 2400 kWh/m². Os custos atuais desta tecnologia são relativamente alto, mas eles estão diminuindo”, ponderou.

Neste contexto, a tecnologia Smart Grid foi uma aposta citada por Carvalho. “Não há dúvida de que as redes inteligentes serão implementadas no Brasil. É um processo natural de evolução tecnológica. O objetivo é lidar com a nova realidade, envolver o consumidor, mostrar que a tecnologia é para seu benefício e garantir a aplicação de forma a beneficiar toda a sociedade”, disse.

Há cerca de 270 projetos de redes inteligentes no Programa de Pesquisa e Desenvolvimento da ANEEL, com um investimento na ordem de US$ 380,5 milhões de 2008 até 2016, confirmou Carvalho.

Na área de transmissão são 191 projetos, com um investimento total de US$ 254,7 milhões, também de 2008 a 2016. O foco dos projetos é o planejamento de sistemas de energia elétrica, operação do sistema elétrico, supervisão, controle e proteção de sistemas de potência, qualidade e confiabilidade dos serviços de eletricidade.

Durante o encontro foram apresentados cases de empresas japonesas como Hitachi, JR-East e Toshiba. Jose Augusto Corrêa, diretor titular adjunto do Departamento de Relações Internacionais e Comércio Exterior (Derex) da Fiesp, disse que o encontro foi útil para estreitar os laços e tornar o Japão um aliado do Brasil. E para Tomoya Sato, diretor da divisão de cooperação financeira do METI, a ideia foi incrementar ainda mais o conhecimento mútuo sobre infraestrutura entre os dois países.