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‘Isolamento e protecionismo não são opções para o Brasil’, defende embaixador Rubens Barbosa no Estado de S.Paulo

Em artigo, presidente do Conselho Superior de Comércio Exterior da Fiesp comenta ‘Agenda de Integração Externa’, documento da entidade com propostas para uma nova estratégia comercial do país

Agência Indusnet Fiesp

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Embaixador Rubens Barbosa: isolamento do processo de mudança do comércio internacional e o protecionismo não são opções para o Brasil Foto: Julia Moraes/Fiesp

As edições desta terça-feira (25/06) dos jornais Estado de S. Paulo e O Globo trazem textos do presidente do Conselho Superior de Comércio Exterior (Coscex) da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), embaixador Rubens Barbosa. O tema é um documento divulgado recentemente pela entidade, “Agenda de Integração Externa”, que apresenta propostas para promover a competitividade da indústria nacional por meio de uma nova estratégia de negociação comercial.

“As propostas feitas pela Fiesp cobrem a integração regional e extrarregional, as negociações multilaterais, as parcerias econômicas e a reforma da estrutura institucional na área de comércio exterior”, diz o embaixador no texto publicado no Estado de S. Paulo.

Barbosa diz que a baixa competitividade da economia brasileira representa um obstáculo quando se trata de negociar acordos que liberalizam o intercâmbio comercial brasileiro, mas que esse fato, porém, não deveria afastar a possibilidade de entendimentos com terceiros países, enquanto faz-se imprescindível que o governo e o setor privado avancem numa agenda de eliminação ou, ao menos, de redução do custo Brasil.

“Para a Fiesp, o isolamento do processo de mudança do comércio internacional e o protecionismo não são opções para o Brasil”, afirma Barbosa.

>> Leia no Estado de S. Paulo o artigo ‘Agenda de Integração Externa’ (com paywall)

Resposta a editorial

Sobre o mesmo tema, no sábado (22/06), o Estado de S. Paulo publicou uma carta assinada por Rubens Barbosa e Thomaz Zanotto, diretor-adjunto do Departamento de Relações Internacionais e Comércio Exterior (Derex) da Fiesp, com esclarecimentos sobre o editorial “Uma Fiesp bolivariana?” publicado em 20 de junho.

Eles afirmam: “O editorial faz interpretação equivocada dos objetivos da nossa Agenda de Integração Externa. Em relação ao Mercosul, mercado mais importante para a indústria de manufaturas (28% das exportações), a Fiesp defende a possibilidade de flexibilização de normas para acomodar acordos ambiciosos de livre comércio.

No caso da União Europeia, a recomendação é que se negocie a lista de produtos de forma independente. Ademais, a referência de apoio da Fiesp à suspensão do Paraguai no Mercosul não tem respaldo no documento nem nos fatos. Nada menos bolivariano que propor iniciar negociação de acordo de livre comércio com os EUA e concluir os entendimentos de livre comércio com o México e o Canadá, conforme o documento. Não há discrepância nas posições da Fiesp, da CNI e do Iedi”.