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Investimentos e tecnologia auxiliam programa de doação de órgãos no País

Legislação de transplantes deve ser atualizada. Afirmação foi feita em Simpósio de doação de órgãos, na Fiesp

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Dr. Mário Abbud Filho

O Simpósio Doação de órgãos de transplante no Brasil: situação atual e propostas de aprimoramento, realizado na sede da Fiesp, nesta terça-feira (12), foi abrangente ao tratar os diversos aspectos que envolvem a doação de órgãos no País.

Um dos temas diz respeito à legislação de transplante, no Brasil, de 1997, que merece atualização. A opinião é do Dr. Mário Abbud Filho (diretor do Centro de Transplante da Faculdade de Medicina de São José do Rio Preto) que deu inúmeras sugestões:

  • Criação de uma agência nacional de transplantes;

  • Orçamento próprio;

  • Registro em cartório, em vida, de quem quiser ser doador, caso contrário, a decisão caberá à família de quem entrar em óbito;

  • Doação dirigida aos parentes de 1° e 2° graus e cônjuges que integrem a lista de espera.

    Abbud Filho citou o caso de Israel, cujo sistema atribui pontuação adicional a quem hoje é doador e, no futuro, entre em uma lista de espera.

    Ele também tratou da preocupação da Organização Mundial da Saúde (OMS) quanto ao “turismo”, cuja sugestão é a proibição de transplante em estrangeiros não residentes no país onde foi feita a doação.


    Investimentos e tecnologia

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    Dr. José Ben-Hur Ferraz Neto

    O transplante é financiado em sua maior parte pelo Sistema Único de Saúde (SUS). A informação partiu do Dr. José Ben-Hur Ferraz Neto, vice-presidente da Associação Brasileira de Transplante de Órgãos–ABTO e coordenador de Transplantes do Hospital Albert Einstein: só em 2008, o governo federal aplicou R$ 820 milhões em transplantes.

    Há iniciativas pioneiras. Desde o ano passado, está em curso projeto para aumentar o número de profissionais capacitados, seguindo o modelo adotado em Israel.

    São aulas teóricas e práticas voltadas para médicos e enfermeiros, contando com a interação de atores e de robôs, que simulam reações próximas ao real. O robô recebe, inclusive, medicamentos e seu sistema computadorizado reage aos estímulos.

    Foi realizado um curso pioneiro no ano passado, o próximo acontecerá no final deste mês e mais quatro estão programados até o final do ano.

    O nome do projeto é complicado — Curso de Simulação Realística (CSR) em diagnóstico de morte encefálica, manutenção e hemodinâmica do potencial doador e entrevista familiar para doação de órgãos e tecidos —, porém, eficiente.


    Realização


    Comsaude da Fiesp, com apoio da Associação Brasileira de Transplantes de Órgãos (ABTO). Participaram alunos da Universidade de Santo Amaro (Unisa), Universidade Federal, além de estudantes de Direito e representantes de associações.


    Serviço


    No estado de São Paulo existem dez Organizações de Procura de Órgãos (OPOSs), quatro delas na Capital (Hospital das Clínicas, Santa Casa de São Paulo, Dante Pazzanese, Escola Paulista de Medicina).