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Inserção internacional do Brasil foi tema de reunião conjunta do Consea e do Coscex, na Fiesp

Baixo estímulo faz com que setor privado foque mais no mercado interno em detrimento da exportação

Cristina Carvalho, Agência Indusnet Fiesp

As exportações configuram um dos meios de colaboração para aumentar a taxa de investimento do país, que hoje está em 15% em relação ao Produto Interno Bruto (PIB), e consequentemente gerar mais empregos. O assunto foi discutido na pauta “Reflexões sobre a inserção internacional brasileira e suas implicações em nossa política externa, durante reunião conjunta do Conselho Superior de Estudos Avançados (Consea) e do Conselho Superior de Comércio Exterior (Coscex), ambos da Fiesp, realizada nesta segunda-feira (22/7).

“A nossa taxa de investimento está muito baixa; os empresários brasileiros não foram criados para desenvolver o mercado externo. As empresas estão focadas apenas no mercado interno. Os governos deram pouco estímulo para que as empresas se internacionalizem. Além disso, os empresários são monoglotas, têm dificuldade em se comunicar na língua inglesa”, observou o economista Roberto Teixeira da Costa, convidado deste encontro.

Ainda na avaliação de Costa, a apatia do mercado interno, com suas dificuldades econômicas, foi o que levou as empresas a procurar o mercado externo a fim de exportar seus produtos.

Também presente à reunião, o embaixador Rubens Barbosa disse que a política externa não é importante no Brasil e que essa é uma cultura da época de colônia. “O Brasil era colônia, não possuía indústria. Os empresários sempre dependeram do governo. Foi apenas após o surgimento do Mercosul que o tema política externa começou a ter importância”, disse.

Em linha com Teixeira da Costa, Rubens Barbosa avaliou também que as empresas exportam em função da crise e do câmbio. “O baixo estímulo cria um baixo interesse do setor privado para exportação”, concluiu.

Roberto Teixeira da Costa é economista, membro do Conselho de Administração do Interamerican Dialogue de Washington, do Conselho Deliberativo do Instituto de Relações Internacionais (IRI) e do Grupo de Análise de Conjuntura Internacional (GACInt), ambos da Universidade de São Paulo (USP), e do International Advisory Council (IAC) da Fundação Dom Cabral, além de presidente da Câmara de Arbitragem do Mercado da B3. Foi um dos fundadores e presidente internacional do Conselho Empresarial da América Latina (CEAL). Ao longo de sua carreira atuou em diversos conselhos de administração de companhias em diversos segmentos.

A reunião conjunta foi presidida por Ruy Martins Altenfelder à frente do Consea.

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Reunião conjunta do Consea e Coscex, com palestra de Renato Teixeira da Costa. Foto: Ayrton Vignola/Fiesp