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Inmetro não pode ser um órgão burocrático, diz presidente da entidade

Marcos Heleno integrou reunião na Fiesp, quando foi celebrada parceria entre a entidade e a Federação das Indústrias

Alex de Souza, Agência Indusnet Fiesp

O presidente da Fiesp/Ciesp, Paulo Skaf, recebeu na tarde desta quarta-feira (23/6) o presidente do Instituto Nacional de Metrologia, Qualidade e Tecnologia (Inmetro), Marcos Heleno Guerson de Oliveira Júnior, que participou de reunião com representantes de sindicatos e outras lideranças industriais. “É muito bom receber o coronel Marcos Heleno aqui na casa da indústria, da inovação, tecnologia e do trabalho, a fim de que nos apresente uma balanço das ações realizadas durante sua gestão”, disse Skaf, acrescentando que “quanto mais eficiente for o Inmetro, melhor para todo o setor produtivo”.

Marcos Heleno ressaltou a importância da indústria para o desenvolvimento do país, e afirmou que o Inmetro é um dos esteios: “Desde produtos simples até os que envolvem tecnologia avançada, queremos trabalhar juntos para construir soluções que atendam os diversos interesses comuns”.

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Presidente da Fiesp/Ciesp, Paulo Skaf, recebe Marcos Heleno Guerson de Oliveira Júnior, que está à frente do Inmetro. Foto: Everton Amaro/Fiesp

Autarquia federal vinculada ao Ministério da Economia, o Inmetro é o órgão normativo do Sistema Nacional de Metrologia, Normalização e Qualidade Industrial (Sinmetro), que tem como objetivo o fortalecimento das empresas nacionais e aumento da produtividade. Para Marcos Heleno, o papel do órgão é estratégico: “Não queremos ser um órgão burocrático, mas uma caixa de ferramentas e de busca pela qualidade”.

Segundo o presidente da autarquia, o produto sem qualidade implica em mais custo no fim das contas, e investir na melhoria e padronização de serviços e produtos agrega valor. “A padronização dos processos é especialmente importante nos países em desenvolvimento, por abrir portas para o mercado internacional. Aí é que entra o Inmetro, pois a partir do momento em que eu consigo mensurar, também sou capaz de estabelecer requisitos”, disse.

Para conseguir maior acesso ao comércio global, foi firmada parceria entre o Departamento de Relações Internacionais e Comércio Exterior (Derex) da Fiesp e o Inmetro, que é o primeiro órgão a receber as informações sobre os requisitos para entrar em determinados mercados. Outras ações são o Radar Inmetro, publicação quinzenal direcionada especialmente ao setor produtivo, e um curso sobre infraestrutura da qualidade com foco no setor industrial. “Essa aproximação do Inmetro com o setor privado tem por objetivo ampliar a cultura sobre o tema”, afirmou Heleno.

Ao citar a Indústria 4.0, Marcos Heleno rejeitou o rótulo de ‘modismo’ e disse que quem pensa assim está enganado, além de correr o risco de ficar para trás: “Esse poderoso conjunto de ferramentas muda os paradigmas do próprio sistema econômico, seja na forma de produzir ou consumir, e que afeta o próprio consumo. Existe uma janela de oportunidade que não podemos deixar passar”.

Marcos Heleno também apresentou as vantagens que a modernização do modelo regulatório proporciona e disse que durante toda a pandemia o órgão foi fundamental para certificar produtos como máscaras e respiradores.

Para saber mais sobre a atuação do Inmetro, acesse aqui a apresentação.

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Marcos Heleno também apresentou as vantagens que a modernização do modelo regulatório e firmou parceria com a Federação das Indústrias. Foto: Ayrton Vignola/Fiesp