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Infraestrutura do Brasil é desafio para além da Copa do Mundo e Olimpíadas

Empresários discutem oportunidades de negócios entre Brasil e Itália

Alice Assunção, Agência Indusnet Fiesp

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José Carlos de Oliveira Lima, vice-pres. da Fiesp e pres. do Conselho Superior da Indústria da Construção (Consic)

Os desafios do País com a infraestrutura não se limitam às instalações para receber a Copa do Mundo 2014 e os Jogos Olímpicos 2016. Os planos com a construção civil e o transporte no longo prazo não devem cair no esquecimento. Essa preocupação foi confirmada por alguns dos inúmeros participantes da Missão Empresarial Brasil-Itália, organizada na sede da Federação das Indústrias de São Paulo (Fiesp) nesta segunda-feira (16).

“O Brasil vive uma expansão muito grande tanto no setor habitacional quanto na infraestrutura. Estamos preocupados também com os portos, aeroportos, ferrovias e rodovias”, afirmou José Carlos de Oliveira Lima, vice-presidente da Fiesp e presidente do Conselho Superior da Indústria da Construção (Consic).

Ele ressaltou a necessidade de exportação de novas tecnologias e conhecimentos para atender à crescente demanda do mercado imobiliário: “Vivemos um ciclo virtuoso: o número maior de jovens no mercado de trabalho e o aumento de famílias que se constituem mais cedo acarretam a necessidade de se ampliar a construção de novas moradias. Para atender a essa demanda, precisamos contratar ou incentivar o uso das tecnologias oferecidas por países como a Itália”, acrescentou.

Oportunidades e desafios

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Manuel Rossito, diretor-titular adjunto do Deconcic, e diretor do Sinicesp

A Missão Brasil-Itália, organizada em parceria pela Fiesp, o Instituto Italiano para Comércio Exterior (ICE) e a Confederação Nacional da Indústria Italiana, contou com a participação de aproximadamente 100 empresários, entre brasileiros e italianos.

Oliveira Lima fortalece o coro daqueles que recomendam o Brasil ao investidor estrangeiro. Para ele, o País se encontra em uma situação muito atrativa ao olhar externo. “O Brasil hoje tem um ambiente de segurança jurídica, estabilidade econômica e política, isso está provado.”

Apesar de ganhar os holofotes na posição de celeiro de oportunidades, o País ainda esbarra em questões de logística, como, por exemplo, aeroportuária. “Este não é um problema para a Copa, mas um gargalo que o Brasil enfrenta já há alguns anos”, explicou Manuel Rossito, diretor-titular adjunto do Deconcic, e diretor do Sindicato da Indústria da Construção Pesada do Estado de São Paulo (Sinicesp).

Vidraça ou vitrine

Em sua apresentação, Oliveira Lima simplificou a expectativa do mundo com relação ao Brasil durante os grandes eventos esportivos programados para os próximos anos: “Ou seremos vidraças, ou seremos vitrines, vai depender da nossa capacidade.”

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Leon Myssior, vice-presidente de Arquitetura do Sinaenco

Como ponto forte, ele destacou a atuação da economia brasileira frente à crise financeira internacional que começou em 2008. “As ações rápidas das autoridades brasileiras e a resposta do setor (privado) durante o tempo de crise nos transformou no país do desenvolvimento.”

Já Leon Myssior, vice-presidente de Arquitetura do Sindicato da Arquitetura e da Engenharia (Sinaenco), defendeu a necessidade de investimento privado na infraestrutura. “O melhor negócio do mundo é investir em aeroportos no Brasil”, disse Myssior, acrescentando que as obras previstas para os aeroportos brasileiros “já não atendem à demanda atual.”

Myssior é favorável ao mercado privado e levanta a bandeira da identidade brasileira no ramo dos negócios. Em sua avaliação, a chegada desses eventos mundiais do esporte deve servir de impulso para desenvolvimentos de infraestrutura no longo prazo. “Que país queremos ser em 2015? Com o advento da Olimpíada, esse desafio fica ainda mais importante, ainda mais complexo.”