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III Congresso de Segurança e Defesa Cibernética debate mudanças na Fiesp

Evento reúne especialistas da área na sede da federação, nesta quarta-feira (12/12)

Isabela Barros, Agência Indusnet Fiesp

Taí um tema urgente a ser debatido. De olho nas mudanças que a tecnologia traz, todos os dias, foi realizado, nesta quarta-feira (12/12), na sede da Fiesp, em São Paulo, o III Congresso de Segurança e Defesa Cibernética. O encontro foi aberto por Rony Vainzof, diretor do Departamento de Defesa e Segurança (Deseg) e coordenador do Grupo de Trabalho de Segurança e Defesa Cibernética da federação.

“Até pouco tempo atrás, o Brasil era cobrado internacionalmente para ter uma lei geral de proteção de dados, inclusive pela União Europeia”, disse. “Assim, a nova legislação brasileira na área se baseia nisso: temos um nível de segurança cibernética equivalente ao europeu, como já existia na Argentina e no Uruguai”.

Segundo Vainzof, “nunca se discutiu tanto proteção de dados pessoais”. “Por isso a Fiesp criou uma cartilha sobre a Lei Geral de Proteção de Dados Pessoais”, disse. “Pelo mesmo motivo estamos aqui debatendo questões de defesa e segurança cibernéticas, com o nosso congresso já em sua terceira edição”.

Presidente do Núcleo de Informação e Coordenação do Ponto BR, Demi Getschko também participou da abertura do evento.

“Estamos falando de uma área difusa e aberta”, disse. “A regulação pede conhecimento de território”, explicou. “A inteligência artificial traz pontos que escapam de seus projetos originais”.

Guido Amin Naves, general de Divisão e comandante de Defesa Cibernética, foi outro participante. “A área de tecnologia da informação talvez seja a coisa mais transversal que temos no mundo”, disse. “Nos remete a uma multiplicidade de atores: tudo pode ser atacado e violado”, explicou. Por isso, segundo ele, “os atores precisam se relacionar e coordenar ações eficazes, de forma colaborativa”.

A abertura do congresso contou ainda com a presença de Dagmar Cupaiolo, vice-presidente da Fiesp e diretor titular adjunto do Deseg. “A inteligência artificial era ficção há até pouco tempo”, disse. “Hoje temos bolsas de criptomoedas, somos obrigados a nos atualizar”.

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Vainzof no Congresso da Fiesp: nova legislação brasileira é inspirada na europeia. Foto: Helcio Nagamine/Fiesp