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Homenageado na Fiesp, Mantega garante prorrogação de incentivos fiscais para Construção

Ministro da Fazenda confirmou, durante almoço na entidade, que a desoneração do IPI para o setor será mantida até dezembro de 2011

Rubens Toledo, Agência Indusnet Fiesp

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Ministro Guido Mantega (ao centro) recebe de Oliveira Lima (esq.) e Paulo Skaf (dir.) o troféu de Personalidade Pública, oferecido pelas lideranças empresariais reunidas no 9º Construbusiness, na Fiesp. Kenia Hernandes



O ministro da Fazenda, Guido Mantega, afirmou nesta segunda-feira (29), na Fiesp, que o governo prorrogará, por mais 12 meses, os incentivos fiscais para o setor da Construção. A Medida Provisória será editada nos próximos dias, garantiu o ministro.

O ministro recordou que as desonerações ajudaram o País a sair da crise e deram ao setor a maior expansão em 2010, da ordem de 13%, enquanto o Produto Interno Bruto (PIB) nacional deverá crescer 7,5%.

“As desonerações do IPI serão mantidas, assim como o regime atual para PIS e Cofins”, disse Mantega, logo após receber o troféu de Personalidade Pública oferecido pelas lideranças empresariais reunidas no 9º Construbusiness -Congresso Brasileiro da Construção.

“Esta é uma singela homenagem da Indústria, que reconhece a atenção que o ministro Mantega sempre dedicou à cadeia da Construção, que é a força motriz do desenvolvimento sustentável do Brasil”, declarou Paulo Skaf, presidente da Fiesp, que também discursou para os mais de 1.500 participantes do Construbusiness no início da manhã.

Skaf destacou que o Plano de Aceleração de Crescimento, assim como programa Minha Casa, Minha Vida, foi inspirado nos debates e fóruns do Construbusiness.

“O desenvolvimento econômico não pode acontecer sem passar pelo crescimento da Construção”, enfatizou, lembrando que o Comitê criado por ele no primeiro ano de mandato na Fiesp acabou se transformando num dos mais importantes Departamentos da Entidade.

Meirelles aplaudido de pé

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Na abertura do 9º Construbusiness, Henrique Meirelles e Michel Temer (ao centro) recebem de Paulo Skaf (esq.) e Oliveira Lima (dir.) exemplares do estudo da LCA Consultores e da FGV que será entregue à presidente eleita Dilma Rousseff e ao governador eleito Geraldo Alckmin. Foto: Kenia Hernandes




Os resultados dos debates do Construbusiness, bem como o estudo elaborado pela LCA Consultores e Fundação Getúlio Vargas, serão entregues em janeiro próximo à presidente eleita Dilma Rousseff e ao governador eleito Geraldo Alckmin.

Mas exemplares já foram entregues no evento ao deputado federal Michel Temer, vice-presidente eleito, e ao ministro Henrique Meirelles, presidente do Banco Central, também homenageado durante o Construbusiness e aplaudido de pé, no Teatro Popular do Sesi.

“Sempre tivemos uma pequena diferença com o ministro (referindo-se à taxa básica de juros). Mas reconhecemos Meirelles um grande brasileiro, que prestou excelentes serviços ao País. E a presidente Dilma saberá dar a ele uma outra missão no seu governo”, falou Skaf.

Estudo será levado a Dilma Rousseff

Encomendado pelo Departamento da Indústria da Construção (Deconcic/Fiesp), o estudo projeta números e demandas nos setores da Habitação e Infraestrutura para os próximos 12 anos.

“É uma espécie de bíblia do setor”, antecipou José Carlos de Oliveira Lima, diretor-titular do Deconcic, que integra 107 entidades de classe. “Este trabalho reúne dados importantes que servirão de referência e subsídios para políticas públicas e ações governamentais”, acrescentou.

Uma dessas projeções refere-se ao crescente déficit habitacional brasileiro, hoje estimado em 6 milhões de moradias. “Até 2022, essa carência deve subir para 23 milhões de moradias, o que representa um desafio social para o Governo e também para a iniciativa privada”, assinalou Oliveira Lima.

Para ver a íntegra dos estudos clique nos links abaixo: