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Hidrovias em debate em reunião do Conselho Superior de Meio Ambiente da Fiesp

Encontro na manhã desta terça-feira (27/11) teve apresentação do diretor geral da Antaq, Mario Povia

Isabela Barros, Agência Indusnet Fiesp

 Foi realizada, na manhã desta terça-feira (27/11), na sede da Fiesp, em São Paulo a reunião do Conselho Superior de Meio Ambiente (Cosema) da federação. O encontro foi coordenado pelo presidente do conselho, Walter Lazzarini, tendo a participação de seu vice, Celso Monteiro de Carvalho. E teve como palestrante o diretor geral da Agência Nacional de Transporte Aquaviário (Antaq), Mario Povia, que falou sobre os desafios enfrentados pela concentração do modal rodoviário na matriz brasileira de transporte.

Povia disse ter uma visão otimista das hidrovias, que são um complemento a outros modais. “Existe hoje uma discussão de pontos como as hidrovias em trechos de áreas indígenas, por exemplo”, explicou. “O problema é a demora nessa análise, que pode passar de dois anos”.

Segundo ele, a Antaq tem um bom diálogo com os empreendedores, trabalhadores, usuários dos portos e governos. “Buscamos parcerias, até para ter uma visão daqueles que usam os nossos portos”, afirmou.

Em 2017, o setor aquaviário teve um crescimento de 8,3%, ano em que foram transportadas 1,086 bilhão de toneladas. Com destaque para itens siderúrgicos, papel e celulose e veículos. “Temos atualmente mais de uma centena de arrendamentos portuários para licitar”, disse Povia.

Para o diretor geral da Antaq, a construção das barragens já deveria incluir projetos de infraestrutura que favoreçam as hidrovias. “Por que não tentar usar metro quadrados ociosos nos portos que já existem?”, questionou. “Isso é possível em Pelotas, no Rio Grande do Sul, em Ilhéus, na Bahia, em Maceió, Alagoas”.

Entre os usos, Povia apontou um modelo de sucesso no escoamento de grãos nas hidrovias. “Dependemos muito do desenvolvimento das ferrovias no país para avançar”, disse.

Apesar das dificuldades, conforme Povia, o setor tem muito potencial para crescer. “É normal faltar espaço, esse é um bom problema”, explicou. “Aí vamos atrás de boas práticas, de ampliar os espaços das embarcações, buscar mais zonas de escoamento”, disse. “Temos uma boa parceria com a Fiesp no que se refere ao trabalho pela expansão do setor”.

Ainda sobre boas perspectivas, ele informou que o Porto de Santos (SP) bateu recorde de movimentação em abril. “Também tivemos recordes em Suape, em Pernambuco, e Paranaguá, no Paraná”.

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A reunião do Cosema: oportunidades e desafios no setor de transporte hidroviário. Foto: Helcio Nagamine/Fiesp